Rio - A Polícia Militar realiza uma operação contra a guerra de facções, nesta quarta-feira (27), após um novo tiroteio nos Morros do Fubá e Campinho, na Zona Norte. Há mais de um ano, moradores das comunidades, que ficam em Cascadura e no Campinho, sofrem com uma rotina de violência, provocada pela disputa entre traficantes do Comando Vernelho e do Terceiro Comando Puro pelo controle do território.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ouvir a troca de tiros. Segundo o aplicativo Fogo Cruzado, os disparos foram registrados por volta das 7h30. Confira abaixo. A PM informou que o 9ºBPM (Rocha Miranda) atua nas comunidades para coibir a movimentação de criminosos envolvidos nas disputas territoriais. Os policiais ainda pretendem impedir a instalação de barricadas e outros obstáculos que impedem a circulação dos moradores e entrada de veículos de concessionárias de serviços públicos.
Até o momento, não há registros de prisões e apreensões. Por conta da operação, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), no Morro do Campinho, uma unidade escolar foi impactada. Já no Fubá, as escolas atendem presencialmente. Até o momento, uma unidade de saúde na região de Madureira, também na Zona Norte, mantém o atendimento à população, mas suspendeu as atividades externas, como as visitas domiciliares.
Violência afeta rotina de alunos da Faetec
Uma lista online para justificar faltas por motivo de violência começou a circular entre os alunos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) de Quintino, na Zona Norte. A unidade fica localizada na Rua Clarimundo de Melo e tem em seu entorno os Morros do Fubá, Saçu e a Caixa D’Água, onde há registros frequentes de confrontos. Em março deste ano, as aulas chegaram a ser suspensas, após a mãe de um aluno ser baleada de raspão dentro da instituição, durante uma operação da PM.
Apesar do formulário estar circulando, a Fatec afirmou que foi elaborado de forma isolada por uma unidade de ensino fundamental em Quintino e que não tomou conhecimento e nem autorizou a utilização. A Fundação ainda alegou que a medida não representa a política oficial da instituição e determinou a suspensão imediata.
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