Entregador tem diversas marcas de agressões pelo corpoReprodução
À reportagem, o homem disse que chegou ao Rio há um ano e meio, acompanhado de uma das mulheres, que era sua amiga de infância. Na denúncia, ele narrou que precisava trabalhar das 7h até de madrugada para bater a meta diária de R$ 200 a R$ 270, valor que era totalmente entregue às duas para quitação de dívidas com agiota, avaliadas em mais de R$ 10 mil.
O jovem, que fazia entregas de bicicleta, ressalta que elas tinham acesso às suas contas bancárias e acompanhavam sua localização em tempo real.
"Uma delas trabalha e faz de dois a três mil por mês, mas todo meu dinheiro, meus Pix e pagamentos iam para ela, nada ficava comigo. Eu sofria agressões porque não conseguia fazer dinheiro e já não aguentava mais. Na última vez, quebrei o telefone sem querer e ela disse que, se acontecesse de novo, iria me bater mais. O celular caiu quando fui carregar no portátil e a tela quebrou, fiquei desesperado, com medo de ir para casa, e pedi pelo amor de Deus aos amigos um telefone para trabalhar, senão eu ia apanhar muito", afirmou.
Mesmo com os hematomas, ele ressalta que justificava dizendo que teria sofrido acidentes, mas que decidiu expor o caso por "não aguentar mais apanhar". Após pedir ajuda aos entregadores e registrar o caso na delegacia, o jovem contou que teve uma casa cedida por um deles e que permanece longe das duas.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.