Ação social em homenagem ao Dia Nacional da Luta de Pessoas com Deficiência foi promovida pelo TJRJÉrica Martin/Agência O Dia
“São mais de 70 serviços oferecidos aqui. A população das pessoas com deficiência precisam, elas sofrem muito com a invisibilidade. E o nosso tribunal está super comprometido com a acessibilidade e inclusão. Estamos tentando aprimorar, tanto do ponto de vista arquitetônico, material, promovendo acessibilidade urbana, mas também cobrando as autoridades. Nosso principal objetivo é a inclusão”, afirmou.
Pai de uma menina de 8 anos com grau três de autismo, Jorge Guilherme Xavier, de 33 anos, falou sobre a facilidade no acesso a diversos serviços em um só lugar. Para ele, este tipo de evento ainda ajuda a população PCD a entender seus direitos.
“É inexplicável a importância desse evento. Em um único lugar, temos acesso a todos os serviços que precisamos. Além da humanidade que não encontramos em outros locais que oferecem os mesmos serviços. Lá há acolhimento e respeito, somos ouvidos. Não precisei provar que minha luta é grande, eles já sabem e me acolheram. Eventos desse tipo nos ensinam a lidar com o preconceito de cabeça erguida, porque aprendemos a entender nossos direitos. Quando você sabe seu lugar, ninguém lhe tira”, refletiu.
Para o designer gráfico Adezilton Cordeiro de Lima, que era um dos expositores no local e trabalha com projetos relacionados a inclusão, eventos como este são importantes para levar o público à reflexão sobre a visibilidade de pessoas com deficiência.
“Eventos como esse são muito importantes para divulgar e conscientizar as pessoas, através de oficinas de amostragem dos produtos e dos cursos. Isso aproxima o público geral para esse mundo. O meu trabalho foi desenvolver histórias em quadrinhos de crianças com deficiência, abordando a vida delas, não a deficiência em si, mas os indivíduos, para normalizar a presença dessas pessoas na sociedade”, explicou.
Durante o evento, tribunais, secretarias estaduais e municipais e outros órgãos ofereceram diversos serviços, como cadastro de estagiários e vagas de emprego para pessoas com deficiência; serviços de beleza; audiometria, oftalmologia e mais. O TJRJ ainda promoveu diversas palestras e rodas de conversas que abordaram temas relacionados às pessoas com deficiência. Uma feira de artesanato e oficinas complementaram a programação.
Mãe de uma jovem com Mielomeningocele e cadeirante, Rosimere Silva de Araújo falou sobre a importância do evento, mas deu sugestões de melhorias para os próximos anos. “O evento é ótimo para aqueles que não têm acesso a esses serviços e que não sabem onde buscar. Mas acho que eles deveriam abrir o espaço só para o público PCD, vi que tinha muita gente que não era PCD, o que é muito triste, já que tiram as poucas oportunidades que surgem na vida do deficiente físico”, afirmou.
A advogada Renata Esteves, que é presidente do Instituto Oceano Azul, primeiro centro de referência de autismo do município de Niterói, explicou um pouco do trabalho que foi feito no evento. “É importante promover eventos como esse para trazer conscientização e informação. Nós estivemos aqui, pelo segundo ano consecutivo, trazendo informações de conscientização para a comunidade autista e promovendo produtos que ajudem as pessoas a se identificar, já que o autismo é uma deficiência invisível”, disse.

































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