Fuzis apreendidos na ação são de calibre 556 e 762Érica Martin
Justiça determina prisão preventiva de milicianos detidos com arsenal avaliado em R$ 1 milhão
Bandidos estavam em um imóvel abandonado e não perceberam a chegada dos policiais militares
Rio - O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) converteu em preventiva a prisão de 11 milicianos detidos em flagrante durante uma ação do 18º BPM (Jacarepaguá) na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. No momento da prisão, os bandidos carregavam um arsenal de guerra avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão.
A operação, realizada na segunda-feira (13), tinha como objetivo combater a expansão de organizações criminosas. De acordo com a PM, os criminosos dormiam em uma área abandonada da Colônia, que serve como desmanche de veículos. Um deles, que estava de vigia no local, mexia no celular e não conseguiu alertar aos outros sobre a chegada das equipes do 18º BPM (Jacarepaguá). Não houve confronto e 14 milicianos se entregaram. Os policiais ainda apreenderam 12 fuzis, uma carabina, duas pistolas, um revólver, dezenas de carregadores e duas granadas.
De acordo com a decisão judicial, com base na manifestação do Ministério Público do Rio (MPRJ), as circunstâncias das apreensões e o material encontrado indicam o envolvimento dos custodiados com atividade criminosa organizada, representando risco concreto de reiteração delitiva.
Em coletiva de imprensa no Quartel-General da corporação, no Centro, o comandante do 18º BPM, tenente-coronel Leonardo da Silveira, afirmou que os presos tinham envolvimento com disputas pelo controle de territórios no Morro Dois Irmãos, em Curicica, e na Colônia. Há meses, a região vive uma rotina de violência, por conta da guerra entre o Comando Vermelho e milicianos.
Ainda segundo o tenente-coronel, os criminosos também roubavam veículos em Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. Os fuzis apreendidos na ação são de calibre 556 e dois deles 762. De acordo com comandante-geral da PM, coronel Marcelo de Menezes, as armas não são originais. Isso porque as peças são trazidas e montadas no Brasil, recebendo o apelido de "Frankenstein".

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