Megaoperação no Alemão e Penha foi considerada a mais letal da história do RioReginaldo Pimenta/Agência O Dia

Rio - A Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) passou a acompanhar as investigações relacionadas à megaoperação das polícias Civil e Militar no Complexo do Alemão e Penha, na Zona Norte. Na quinta-feira (30), o órgão criou o Observatório de Investigações para monitorar os inquéritos.
"O objetivo é monitorar de forma permanente, imparcial e sem qualquer conotação político-partidária, o andamento dos inquéritos sobre da megaoperação e garantir que todos os procedimentos sigam os parâmetros legais", explicou a OAB-RJ.
Foi nomeado como presidente do grupo o secretário-geral da Seccional, Rafael Borges, que terá como vice-presidente a atual vice-diretora de Assuntos Legislativos da OAB-RJ, Luciana Pires. Ambos ressaltaram que o objetivo do Observatório é garantir que a sociedade civil, por meio da OAB-RJ, acompanhe de perto as investigações relativas à operação. Segundo eles, é preciso saber se as normas legais vigentes foram observadas.

O advogado e professor Nilo Batista vai atuar como consultor do grupo, que terá como membros os conselheiros seccionais Bruno Fernandes Carvalho, Marcio Gaspar Barandier, Lívia Madeira, Luciana da Silva Nunes e Ralph de Andrade Junior.
Corpos já foram periciados

Segundo a Polícia Civil, ao todo, 117 criminosos foram mortos na operação e todos os corpos já foram periciados, em esquema especial que reuniu a Polícia Civil e o Ministério Público. Dos mortos, 99 já foram identificados. Do total, 42 possuíam mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 apresentavam extenso histórico criminal, número que ainda pode aumentar à medida que chegam informações de outros estados.

Até o momento, foi possível constatar que 40 dos identificados são de outros estados: 13 do Pará, sete do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, um da Paraíba, quatro de Goiás, um do Mato Grosso e três do Espírito Santo.