No papo do Dia o analista do Sebrae Rio, Iuri Almeida e o jornalista Sidney Rezende conversam sobre produtos digitaisImprovement
Logo na abertura, Sidney pergunta por onde começar. Iuri explica que o ponto de partida é sempre o planejamento. “Antes de escrever um e-book ou gravar um curso, é fundamental saber quem será o público, como ele se comporta na internet, qual problema queremos resolver e de que forma vamos entregar esse material”, destaca. Segundo ele, a clareza sobre o público-alvo evita desperdícios de tempo e garante um conteúdo mais assertivo. Depois dessa fase, entram as ferramentas digitais: plataformas de criação, edição, hospedagem e divulgação. “Com o planejamento pronto, conseguimos usar as ferramentas digitais para produzir, publicar e divulgar nas mídias sociais”, completa. Para ele, “planejar, testar e só depois escalar é uma boa receita para começar”.
No segundo bloco, Sidney aborda o impacto da inteligência artificial no setor. O analista do Sebrae Rio afirma que as tecnologias de IA já fazem parte da rotina de quem produz conteúdo digital. “Hoje temos ferramentas que auxiliam em todo o processo: desde a geração de textos de um e-book até a criação de roteiros completos para cursos, incluindo metodologia e estrutura das aulas”, explica. A IA também pode desempenhar papel importante nas vendas, ajudando a segmentar públicos, analisar comportamento do consumidor e automatizar respostas. Para Iuri, “inovação e personalização são o novo padrão do digital”, e quem souber integrar essas soluções ao seu processo terá vantagem competitiva.
O papo segue para um dos pontos mais delicados na jornada de criação: a escolha do nicho. Sidney lembra que muitos empreendedores se perdem tentando falar com todo mundo. Iuri reforça que a chave é combinar conhecimento pessoal com um recorte específico do mercado. “É importante entender sua expertise e buscar uma pequena parcela do público que precise exatamente do que você sabe”, afirma. Ele cita exemplos práticos: um curso de técnicas de venda voltado exclusivamente para médicos que desejam divulgar seus serviços, ou um treinamento de mídias sociais feito sob medida para confeiteiras que querem melhorar suas vitrines digitais. “Quando encontramos um ponto de dor específico, fica mais fácil gerar valor. Nicho certo é meio caminho para o sucesso”, destaca.
Para encerrar, Sidney traz o tema que muitas vezes é ignorado por quem está começando: o pós-venda. Iuri explica que a relação com o cliente não termina quando ele compra o curso ou baixa o e-book. “Não podemos nos preocupar apenas em vender. Depois da compra, é essencial criar uma estrutura de suporte”, alerta. Ele recomenda a criação de comunidades, grupos exclusivos, fóruns de dúvidas e atualizações periódicas dos materiais. “No digital, a experiência do cliente precisa continuar viva. Quando isso acontece, o consumidor vira promotor espontâneo da marca.” Para Iuri, manter a entrega viva transforma o cliente em promotor, impulsionando a reputação do produtor e aumentando a taxa de recompra.
Para o Sebrae Rio, empreender no digital exige organização, inovação e escuta ativa do público. Com planejamento, ferramentas adequadas e foco na jornada do cliente, é possível transformar conhecimento em um produto lucrativo e sustentável. A nova série do Papo do Dia traz esse caminho ao oferecer orientações práticas para quem deseja transformar ideias em negócios sólidos, além de direcionar os leitores para os conteúdos gratuitos do portal de inteligência de mercado do Sebrae Rio, materiais essenciais para empreender com mais segurança, estratégia e visão de futuro.

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