Marielle Franco e Mônica Benício eram casadasReprodução/Redes sociais

Rio - A viúva de Marielle Franco, a vereadora Mônica Benício (Psol-RJ), comemorou a marcação do julgamento sobre o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros de metralhadora em março de 2018. Em suas redes sociais, nesta sexta-feira (5), ela destacou os oito anos de espera até que a data fosse definida.
O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou o júri para fevereiro. "Apesar do longo tempo, sempre tive fé de que a Justiça será feita em nome de Anderson e Marielle, minha mulher. Agora avançamos mais uma etapa. Por ela, tiramos da dor a força para seguir na luta, e assim nos manteremos", escreveu. Ao final da mensagem, Mônica deixou um recado: "Marielle presente! Hoje e sempre!"
Entenda o rito

Foram convocadas formalmente três sessões para o julgamento do caso, a primeira está marcada para começar às 9h de 24 de fevereiro, uma terça-feira. No mesmo dia, à tarde, a sessão ordinária da Primeira Turma também foi reservada para a análise do caso, no horário das 14h às 18h. Caso necessário, mais uma sessão extraordinária foi marcada para o dia 25 de fevereiro, às 9h.

O julgamento ficou para o ano que vem devido ao período de recesso no Supremo, que começa no dia 19 deste mês e vai até 1° de fevereiro.
Réus 
A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram mortos na noite de 14 de março de 2018, no Centro do Rio. O carro em que eles estavam foi seguido pelos criminosos, que efetuaram disparos contra o veículo da parlamentar. Marielle e Anderson morreram na hora. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu aos ataques.

São réus por participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa são os mandantes do crime. O ex-agente afirmou que os irmãos ofereceram 10 milhões de dólares pela morte de Marielle.