Esquema desarticulado pela PF movimentou mais de R$ 50 milhões em apostas ilegaisDivulgação / Polícia Federal
Na ação de hoje, policiais federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais, localizados em São Fidélis, na Região Norte do estado, Barra da Tijuca e Recreio, Zona Sudoeste, Campo dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Goiânia, Manaus, Santana do Parnaíba e Barra do Bugres.
Também serão cumpridas medidas cautelares contra quatro investigados, entre elas a proibição de exercer atividades econômicas em plataformas de investimentos, jogos e apostas, proibição de sair da cidade onde reside, recolhimento domiciliar no período noturno e finais de semana, e monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Além disso, eles serão alvos de sequestro de veículos e de valores em contas e aplicações financeiras. A medida também atingirá três pessoas jurídicas investigadas, sendo que duas terão as atividades suspensas.
As investigações tiveram início após a Polícia Federal conseguir informações sobre o suposto enriquecimento ilícito de influenciadores digitais de São Fidélis.
Em quase dois anos, um dos envolvidos recebeu, sozinho, mais de R$ 28,3 milhões sem lastro financeiro. A estimativa é de que a organização criminosa tenha captado ilegalmente mais de R$ 50 milhões.
Segundo a PF, os chineses forneciam serviços de manipulação de plataformas de opções binárias, que eram comprados por parte dos investigados e revendidos a outras pessoas, com promessas de lucros exorbitantes.
Parte do grupo também contratava influenciadores digitais para promover plataformas de apostas e de opções binárias, lucrando com as perdas dos apostadores captados.
Outra frente de atuação envolvia a criação de uma plataforma própria de opções binárias, por meio da qual captavam clientes que sofriam bloqueio de contas e travamento de saques quando obtinham êxito nas negociações.
As plataformas de opções binárias são ambientes online onde se aposta na alta ou baixa de um ativo, em curto prazo, sem a aquisição do ativo em si. Trata-se de operações de alto risco e não reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que significa que não há proteção ao investidor em caso de problemas.

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