Escola Municipal Leitão da Cunha foi reinaugurada nesta terça-feira (22)Divulgação/SME/Alan Costa

Rio - A Escola Municipal Leitão da Cunha, na Tijuca, Zona Norte, foi reinaugurada nesta segunda-feira (22) após sete meses de obras motivadas por um incêndio de grandes proporções que destruiu parte das instalações da unidade. O caso aconteceu em maio deste ano, na Rua Major Ávila, e não houve feridos.
Desde então, os 124 alunos, da educação infantil ao 5º ano, foram realocados para a Escola Municipal Orsina da Fonseca, também na Tijuca. A reinauguração da unidade, considerada uma escola histórica no coração do bairro, ocorreu a tempo de celebrar a formatura de 26 estudantes. Vestindo becas e sob os olhares orgulhosos de pais, responsáveis e professores, os alunos receberam os certificados de conclusão do 5º ano das mãos do secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, e de outros profissionais da rede.

Antes do incêndio, a escola já passava por reformas para se tornar um Ginásio Educacional Tecnológico (GET) e havia recebido melhorias estruturais. Nesta segunda-feira, Ferreirinha destacou que, a partir desta nova fase, a Leitão da Cunha passa oficialmente a integrar o modelo de Ginásio Educacional Tecnológico da rede municipal carioca, voltado para tecnologia, pensamento computacional, cultura maker e a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
Escola centenária

A escola, que leva o nome do médico Leitão da Cunha, foi fundada no ano de 1908 em estilo arquitetônico eclético.

Raul Leitão da Cunha nasceu no Rio em 2 de janeiro de 1881. Formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina em 1903. Em 1908, foi indicado para o cargo de professor substituto de Histologia na Faculdade de Medicina do Rio e, dois anos depois, tornou-se professor titular de Anatomia Patológica na mesma instituição.

Ele iniciou sua carreira de médico no Hospício Nacional da Praia Vermelha, tendo sido nomeado, em 1905, diretor do Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Nacional de Alienados. Substituiu o professor Chapot-Prévost na seção de Bacteriologia, Histologia e Anatomia Patológica da Faculdade Nacional de Medicina, exercendo esse cargo até falecer, em 4 de março de 1947.

Cunha foi ainda vice-diretor e, em 1932, Diretor da Faculdade Nacional de Medicina, Diretor-Geral da Instrução Pública Municipal de 1918 a 1920, Diretor do Serviço Sanitário do Distrito federal, de 1920 a 1926, Membro do Conselho Nacional de Educação, Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, Chefe de Serviço do Hospital São Francisco de Assis e Reitor da Universidade do Brasil durante sete anos.

Ele também atuou como Ministro da Educação e Saúde Pública, no governo do Presidente José Linhares, de 30 de outubro de 1945 a 31 de janeiro de 1946.