Todos os corredores e amadores queriam fazer o melhor na pistaDivulgação
Em um momento de crescimento do turismo em Santa Catarina, a volta de Popó aos holofotes reforçou Balneário Camboriú como palco de grandes espetáculos e marcou um capítulo singular na trajetória de um dos maiores nomes do boxe brasileiro. JJ ficou satisfeito com o resultado.
O Desafio foi desenhado para ser um espetáculo de contraste e velocidade. "Reunimos 32 carros convidados de universos completamente diferentes para duelos improváveis que você só veria em jogos de videogame. Foi possível assistir um carro de Nascar desafiando um de Drift ou uma Ferrari de rua acelerando contra máquinas preparadas", acrescentou o idealizador do Desafio Jota Racing.
Popó retorna aos ringues
A luta de Popó - que perdera a mãe no sábado anterior ao evento, mas fez questão de honrar seu compromisso - se consolidou como um dos momentos mais aguardados da programação. Ele fez uma luta exibição contra um adversário local, Jean Romanel, sem clima de tensão, e justamente por isso funcionou.
O público pôde acompanhar Popó medir distância, brincar com a guarda, soltar jabs controlados e alternar sorrisos entre um golpe e outro.
Era espetáculo, mas com técnica suficiente para lembrar por qual motivo ele fez história no boxe mundial. "Vai ser um prazer fazer algo que sempre fiz em ginásios, hotéis ou cassinos nos Estados Unidos, agora, em uma pista de corrida. Isso nunca aconteceu na minha vida. Vai ser a primeira vez", afirmou Popó, empolgado, horas antes de subir na arena. A luta acabou empatada.
Empoderamento feminino no Drifit
Com apenas 17 anos, Valentina Piaz já é um nome histórico no automobilismo brasileiro e é claro participou do Desafio Jota Racing mostrando todo seu potencial. Enquanto a maioria dos jovens da sua idade sonha com a primeira habilitação para dirigir nas ruas, ela já domina pistas profissionais e queima pneus em manobras de precisão que desafiam a gravidade. A paixão pela velocidade começou cedo, influenciada pelo pai. "Meu pai sempre foi envolvido no meio. Comecei na moto com apenas 5 anos fazendo trilha", conta.
Filha única, ela não se intimidou com o ambiente masculino, seguiu os passos do pai, e foi das duas para as quatro rodas. A virada de chave aconteceu aos 11 anos, quando começou a fazer drift e hoje a jovem é uma precursora. "Existem muitas mulheres começando, mas correndo o profissional brasileiro, hoje, sou só eu", ressalta.
Para Valentina é um grande desafio ser mulher em um meio majoritariamente masculino. Ela destaca ainda a importância do posicionamento e do apoio familiar:
"Eu não sofro com machismo ou cantadas invasivas. Acho que o fato de os meus pais estarem sempre presentes ajuda muito, mas também o meu posicionamento. Eu sei dar limites e me comportar como uma mulher nesse meio. Acabo servindo de inspiração para outras meninas", afirma.
Além de se consolidar no Drift, Valentina afirma que pretende experimentar outras categorias como o automobilismo de circuito.
Rio tem uma das maiores promessas do Drift brasileiro
Em maio de 2026, o Parque Olímpico , na Barra da Tijuca, sediará o Drift Rio 4 - maior evento de Automobilismo do estado do Rio. A expectativa é que o número de participantes seja ainda maior do que a terceira edição, que registrou a presença de 30 mil pessoas, em novembro passado, que assistiram disputas de Drift e arrancada, além de exposição de carros novos e usados, tirolesa e 'carona radical' com pilotos nos carros de drift.
Entre as principais atrações do evento estarão pilotos renomados do cenário nacional do drift e também novos talentos, como Natan Gomes, de 16 anos, nascido e criado em Madureira , na Zona Norte. Atualmente, ele é o piloto mais novo de drift do Rio de Janeiro e em 2026 vai estrear no Ultimate Drift (campeonato brasileiro da modalidade).
"Fico feliz por poder, hoje, correr ao lado de pilotos do qual sou fã. É a realização de um sonho", diz Natan, que estava no Desafio Jota Racing, no Sul do país, e conversou com a equipe de reportagem do DIA. Aos 9 anos, ele começou a aprender a dirigir carros, na garagem da empresa de veículos de turismo cujo pai é dono, em Madureira. "Comecei a dirigir bem cedo, incentivado pelo meu pai. Eu manobrava os carros e ali fui desenvolvendo essa paixão por carros e velocidade", conta Natan, com sorriso tímido, típico da adolescência.
O pai e grande incentivador, o empresário Jailson Bento da Anunciação, vibra a cada conquista do filho, e diz que o maior desafio hoje na carreira do prodígio é a parte financeira. "Nesse início de carreira, por ele estar começando, tudo é mais difícil. Estamos buscando patrocinadores, até já temos alguns, mas por enquanto a maior parte das despesas é comigo. Mas depois tenho certeza que vai melhorar, pois ele tem muito talento e é focado", explica o 'paitrocinador', que em 2024 viajou com a família para os Estados Unidos e pôde proporcionar a Natan pilotar alguns carros de Drift na terra do Tio Sam.
"Eu gosto de acompanhá-lo nas competições, nos treinamentos, dou conselhos... A gente conversa muito. Como é o sonho dele viver do automobilismo, eu faço a minha parte, que é incentivar ao máximo", diz Jailson.
Natan costuma treinar em média duas horas por dia no simulador de corridas e ajustar o carro (sim, ele também é mecânico) aos sábados, entretanto, na reta final da preparação o esforço aumenta. "Quando chega perto das competições eu dobro as horas no simulador e passo a mexer no carro todos os dias, à noite, para não atrapalhar os estudos", diz o piloto, que é aluno do 1º ano do Ensino Médio.
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