Vídeo mostra o carro destruído após a explosãoReprodução / X

Rio – O cilindro de gás de um carro explodiu enquanto o veículo era abastecido em um posto de gasolina no bairro Laranjal, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, na noite desta quarta-feira (24). Um vídeo publciado nas redes sociais mostra o automóvel e parte do estabelecimento destruídos.
O Corpo de Bombeiros informou que recebeu o chamado, para a Rua Bispo Dom João da Mata, por volta das 23h30.
O incidente deixou duas vítimas com ferimentos leves. Anderson Carvalho, de 49 anos, foi levado ao Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) e recebeu alta, enquanto Marlene Rodrigues, 53, recusou o transporte à unidade de saúde.
Em nota, a Polícia Civil destacou que não houve registro do caso na delegacia da região.
Sindicato se manifesta
O Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio (Sindirepa) afirmou que a explosão no carro, movido a Gás Natural Veicular (GNV), teve como causa "grave e exclusiva irresponsabilidade do condutor e do responsável pela instalação irregular do sistema".
Em comunicado, o grupo destacou que o automóvel "nunca passou por qualquer vistoria obrigatório" e estava com a documentação "totalmente irregular". "Não possuía GNV registrado no documento, não tinha Certificado de Segurança Veicular (CSV) e, portanto, jamais foi inspecionado por organismo credenciado", aponta o texto.
Já o posto onde o caso aconteceu estava com a documentação em dia, incluindo licença e inspeções regulares. O presidente do Sindirepa e vice-presidente da Firjan, Celso Mattos, esteve no local e ressaltou a irresponsabilidade do motorista.
"O GNV é um combustível seguro. Todas as explosões registradas até hoje envolvem veículos irregulares, fora da lei e sem inspeção. Quando instalado corretamente, em empresas sérias, homologadas e com inspeções em dia, o GNV é um dos combustíveis mais seguros que existem", disse.
Celso também reforçou que o erro não foi apenas do condutor, mas também de quem realizou a instalação irregular. "Esse tipo de conduta pode, inclusive, caracterizar crime, pois coloca em risco vidas e o patrimônio de terceiros."