Priscilla da Silva Almeida, de 40 anos, deixou um filho de nove anosArquivo pessoal

Rio - Momentos antes de ser morta a facadas durante um assalto dentro de um ônibus do BRT, a passageira Priscilla da Silva Almeida, de 40 anos, publicou em suas redes sociais que estava com medo, já que a estação onde aguardava para embarcar estava vazia. O crime aconteceu na manhã de Natal, na altura da estação Rubem Vaz, em Bonsucesso, na Zona Norte. A vítima seguia em um ônibus da linha 60 (Deodoro x Gentileza), no sentido Gentileza.
Priscilla morava em Curicica, na Zona Oeste, e trabalhava como backoffice, um cargo relacionado ao setor administrativo, na concessionária Águas do Rio, no Centro da cidade. Ela deixa um filho de 9 anos. Ao DIA, o ex-companheiro da vítima e pai da criança relembrou o medo demonstrado por Priscilla antes de sair para trabalhar naquele dia.

"Ela postou momentos antes do embarque que a estação estava vazia e que estava com medo de ir trabalhar. Ela não merecia uma partida tão cruel, logo em um dia festivo, enquanto ia trabalhar", disse Luiz Claudio, que destacou ainda que Priscilla completaria 41 anos no próximo dia 4 de janeiro.

Segundo ele, o filho do casal está muito abalado com a perda da mãe, com quem ele morava. "Ela era uma mãe exemplar, cuidadosa e alegre", afirmou.

Priscilla chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo será sepultado na manhã deste sábado (27), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o crime e tenta identificar o autor das facadas. A família e os amigos pedem por justiça. "Só quero que haja justiça quando os criminosos forem localizados", disse o ex-companheiro.