Priscilla Almeida morreu ao ser esfaqueada em BRTReprodução / Redes Sociais

Rio - A passageira Priscilla da Silva Almeida, 40 anos, foi enterrada, no fim da tarde deste sábado, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste. Ela morreu, na manhã de Natal, ao ser esfaqueada durante um assalto a um ônibus do BRT em Bonsucesso, Zona Norte.
Câmeras de segurança flagraram três criminosos entrando no articulado sem pagar passagem, na estação Rubens Vaz. Eles se espalharam pelo coletivo e anunciaram o assalto, rendendo passageiros.
Priscilla estava nos fundos do ônibus, que fazia a linha 60 (Deodoro x Gentileza). Um dos ladrões pegou a bolsa da vítima, que reagiu e seguiu o trio até o lado de fora do coletivo, onde foi esfaqueada no peito por um deles.
A mulher voltou já ferida ao BRT. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu.
A O DIA, Luiz Cláudio, ex-companheiro da passageira e pai do filho dela, de 9 anos, destacou que Priscilla estava com receio de trabalhar no dia do ocorrido.
"Ela postou momentos antes do embarque que a estação estava vazia e que estava com medo de ir trabalhar. Ela não merecia uma partida tão cruel, logo em um dia festivo, enquanto ia trabalhar. Ela era uma mãe exemplar, cuidadosa e alegre. Só quero que haja justiça quando os criminosos forem localizados", disse.
A vítima morava em Curicica, na Zona Sudoeste, e trabalhava como backoffice, um cargo relacionado ao setor administrativo, na concessionária Águas do Rio, no Centro. A empresa informou que a vítima atuou como prestadora de serviços na função de atendente da central de atendimento até julho deste ano.

"A empresa se solidariza com familiares, amigos e colegas, desejando força e conforto para enfrentar essa perda", diz a nota. 
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, os agentes analisam as imagens de câmeras de segurança e realizam outras diligências para identificar e localizar os criminosos.