Cíntia foi encontrada morta pela família dentro de casa na última segunda-feira (29)Arquivo Pessoal

Rio - O sepultamento da empresária Cíntia Barcelos Peres, de 33 anos, encontrada morta dentro de casa no bairro Vila Candoza, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, aconteceu na manhã desta quarta-feira (31) no Cemitério do Maruí, em Niterói. Para a irmã da vítima, Marcela Barcelos, 37, o que era para ser um dia de festa, por causa do Réveillon, se tornou um dia de tristeza.

"É 31 de dezembro, virada do ano, e eu enterrei a minha irmã, enterrei o meu sangue, minha caçula. Era o amor da minha vida. Ela era por mim e eu por ela. Quando eu mais precisava minha irmã estava ali comigo", lamentou.

A família de Cíntia acusa o atual companheiro de ser o autor do crime. Os dois viviam um relacionamento marcado por brigas há cerca de dois anos.

"Era um casamento conturbado demais, era briga, discussão, ele batia e ameaçava ela várias vezes, falando que ia matar, só que ela não acreditou", disse Marcela.

O corpo da empresária foi localizado por parentes na noite de segunda-feira (29). "No domingo, a gente falou com ela cedo, mas, quando chegou a segunda, a gente não conseguiu mais contato. Ligamos, ligamos, e nada. Aí mandei minha irmã mais velha ir lá para ver o que estava acontecendo. Quando ela chegou, viu tudo aberto. Chamou, chamou, a luz estava acesa, mas ninguém respondia. Então, ela meteu o pé no portão, arrombou e entrou. Ao subir a escada, encontrou ela morta. Abriu a porta do quarto e encontrou ela morta", contou a irmã.
Marcela revelou ainda que a Cíntia estava com sinais de que havia sido torturada. "Ela estava amarrada, com as mãos e as pernas todas queimadas. Ele massacrou ela, ele usou um maçarico na minha irmã, ele queimou minha irmã toda, ele acabou com a vida da minha irmã", acrescentou.

O suspeito teria fugido levando dinheiro, uma moto, celular, cartão, notebook e documentos da vítima, que era dona de uma loja de roupas. Ela deixa dois filhos, uma menina de 18 e um menino de 9 anos.

Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. A perícia foi feita no local. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos e apurar a autoria do crime.