Rio - O desaparecimento do menino Edson Davi, de 8 anos, completou dois anos neste domingo (4). Em forma de protesto, amigos e familiares se reuniram em frente ao Ministério Público, no Centro, na manhã desta segunda-feira (5). A criança foi vista pela última vez no dia 4 de janeiro de 2024 na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, enquanto brincava na areia.
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Ao DIA, a mãe Marize Araújo, contou que o filho já vai fazer 9 anos em fevereiro. Ela descarta a conclusão de afogamento definida pela Polícia Civil e afirma que o menino foi sequestrado.
"Esses anos têm sido muito doloroso. É uma luta intensa e dolorosa, mas eu não vou desistir jamais! Agora conseguimos, com o graças a Deus e o apoio do meu advogado, com o vereador Leniel Borel, que tem segurado as minhas mãos, o apoio do Ministério Público, que entendeu que existe o crime, que tem muitas falhas nessa investigação", disse.
Marize segue com uma forte campanha também nas redes sociais, em que pede para que as pessoas não deixem o filho cair no esquecimento.
"Continuamos sem respostas, enfrentando um dia de cada vez de muita dor, desespero, saudades… Nesses dois anos tenho lutado muito, com todas as forças que me restaram, na esperança de reencontrar meu filho, em buscas de respostas , em buscas de Justiça pelo Davi!. Eu creio que através do Davi muitas crianças foram salvas e muitas ainda poderão ser resgatadas, vítimas de um sequestro silencioso e covarde!(...) Não deixe o Davi ser esquecido", pediu.
Relembre o caso
Edson desapareceu no dia 4 de janeiro, quando acompanhava os pais na barraca onde trabalham na Praia da Barra da Tijuca. Marize tinha levado o outro filho a uma consulta médica. A última vez que ele foi visto foi às 16h46, horário registrado em uma gravação feita por um funcionário da barraca da família.
A mãe afirma que Edson tinha medo do mar e não teria mergulhado. Além disso, cerca de 400 metros da extensão da praia não tiveram imagens registradas nas câmeras de segurança.
Apesar da convicção da família sobre o rapto, a Polícia Civil afirma que várias linhas de investigação foram consideradas, sete denúncias apuradas, 21 pessoas ouvidas e que algumas afirmaram ter visto o menino entrando no mar. Em um desses trechos, foi narrado que ele teria, inclusive, pedido uma prancha para usar.
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