Caso de racismo aconteceu no USF Jardim Catarina 1, em São GonçaloDivulgação
Em seguida, Symone comentou que estava de férias e que seria um bom momento para fazer a série de exames. O médico, então, teria respondido: "Só porque está de férias não pentea o cabelo?".
Mais tarde, uma enfermeira passou pela porta e chamou a atenção do profissional, lembrando que os atendimentos deveriam ocorrer com a porta fechada. Nesse momento, segundo a denúncia, o médico fez um segundo ataque racista: "Ela mudou o cabelo, olha como ela está bonitinha", disse ele à paciente, referindo-se a uma funcionária do posto, que também tem o cabelo crespo.
Symone reagiu dizendo que gostava do cabelo dela daquele jeito, crespo. Após a série de constrangimentos, deixou o consultório bastante abalada ao perceber que havia sido vítima de racismo. "Me senti constrangida, envergonhada, tive uma crise de ansiedade, comecei a relembrar coisas que já passei em relação à cor da minha pele e do meu cabelo. Eu queria pedir mais exames complementares, como exame de mama. Me senti humilhada, deprimida, com o coração acelerado, chorando muito. Senti que a minha intimidade havia sido invadida", disse Symone em entrevista ao jornal O DIA.
A auxiliar de creche disse que vai registrar a ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta terça-feira (12).

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