Colégio Liceu Franco-Brasileiro, na Zona Sul, é condenado a pagar indenização por episódio racistaDivulgação
Em 2020, novos ataques de cunho racista vieram a público por meio de mensagens trocadas entre alunos em grupos de WhatsApp, o que gerou ampla repercussão nacional. Após a divulgação do conteúdo, a escola passou a adotar providências mais consistentes, o que, segundo a Defensoria Pública do Estado do Rio, evidenciou a ausência de resposta adequada até então.
A ação civil pública foi ajuizada em conjunto pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público. No processo, a Defensoria pediu, entre outros pontos, a condenação por dano moral coletivo, a adoção de políticas institucionais permanentes de enfrentamento ao racismo, a criação de protocolos pedagógicos antidiscriminatórios e a implementação de medidas de proteção à comunidade escolar.
Ao analisar o recurso apresentado pela Defensoria, o TJRJ reconheceu que o racismo no ambiente escolar não se restringe à esfera individual, alcançando a coletividade e afetando toda a comunidade escolar, o que justifica a condenação por dano moral coletivo. Foram mantidos apenas os pontos da sentença que haviam rejeitado os pedidos relacionados à política de cotas, ao fornecimento de material escolar e à divulgação da decisão na imprensa.
A Defensoria Pública realizou sustentação oral no julgamento e destacou a importância do reconhecimento da responsabilidade institucional das escolas diante de situações reiteradas de discriminação racial.

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