Família do PM Paulo Vinicius Pinto Tavares recebeu apoio de policiais no IML do CentroÉrica Martin / Agência O Dia
PM morto a tiros na Penha liderou ranking de abordagens por dois meses: 'Excelente policial'
Corporação informou que Paulo Vinicius Pinto Tavares se destacava no serviço militar
Rio - O cabo da Polícia Militar Paulo Vinicius Pinto Tavares, de 42 anos, morto a tiros nesta quinta-feira (29), na Penha, Zona Norte, foi definido pela corporação como um "excelente policial", que se destacava no serviço militar. Em agosto e setembro de 2025, ele liderou o ranking de abordagens totais da PM.
A família do agente esteve no Instituto Médico Legal (IML) do Centro, na manhã desta sexta-feira (30), para liberar o corpo. Policiais militares da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) prestaram apoio.
Paulo era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Santa Marta, comunidade localizada no bairro de Botafogo, na Zona Sul. Ele estava de folga, em uma moto, quando foi assassinado nas proximidades da Rua Conde de Agrolongo.
Segundo a PM, agentes do 16º BPM (Olaria) receberam acionamento para uma ocorrência de homicídio. No local, a equipe encontrou Paulo ferido após ser alvo de um ataque de criminosos. O agente chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, ainda na Penha, mas não resistiu.
Familiares lamentaram a perda da vítima nas redes sociais. "Sempre foi um menino do bem. Vi crescer e peguei no colo. A covardia o pegou, simplesmente revoltante. Que Deus venha confortar a todos nesse momento tão difícil e devastador", escreveu um primo.
"Está doendo tanto. Não sabemos o propósito de Deus, mas peço que nos dê o conforto. Que o Vinícius esteja na glória, junto ao nosso Pai. A vida é um sopro!", comentou uma tia.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). De acordo com a Polícia Civil, diligências estão em andamento para apurar a autoria do crime.
Paulo era casado e deixa três filhos. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro do militar.
Desde o início do ano, segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, 11 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio. Destes, seis morreram e cinco ficaram feridos. Quando se trata apenas de policiais militares, são quatro mortos e dois feridos.



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