Agentes prenderam homens suspeitos de ligação com o Comando VermelhoReprodução
'Contenção': Nova etapa de operação tenta conter avanço do Comando Vermelho em Caxias
Participam da ação a Polícia Civil e o MPRJ; cinco homens foram presos até o momento
Rio - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) realizaram, nesta quarta-feira (4), mais uma etapa da Operação Contenção, com o objetivo de combater o avanço do Comando Vermelho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com mandados de prisão e de busca e apreensão a cumprir, as equipes prenderam cinco homens.
"Não vamos permitir que o crime organizado avance sobre territórios e ameace a população. A Operação Contenção é uma ação contínua, integrada e baseada em investigação qualificada, que tem como objetivo desarticular as estruturas das facções e reduzir a capacidade de atuação desses grupos", afirmou o governador Cláudio Castro.
As investigações revelaram a atuação de bandidos da facção na comunidade Vai Quem Quer, cujo o tráfico de drogas é chefiado por Rodolfo Manhães Viana, o Rato, alvo de uma tentativa frustrada de resgate, que resultou no ataque à sede da 60ª DP (Campos Elíseos), em fevereiro de 2025. Atualmente, Rodolfo está custodiado em um presídio federal.
Ao longo da apuração, os agentes identificaram que os criminosos não apenas integravam o tráfico local, mas também realizaram delitos para proteger comparsas envolvidos no ataque à distrital. Os bandidos exerciam funções estratégicas para sustentar a facção, atuando na logística e financiamento de ações armadas.
Um dos pontos centrais da investigação foi a comprovação da existência de uma "caixinha" do tráfico, abastecida por lideranças locais, destinada a custear despesas de criminosos presos, aquisição de armamentos, compra de drogas e manutenção da estrutura do grupo.
A operação é realizada por agentes da 31ª DP (Ricardo de Alburquerque), com apoio de 120 agentes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC) e da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além do MPRJ.
"Essa investigação se iniciou há exatamente um ano. O que motivou ela foi a tentativa de resgate frustrada da liderança do Comando Vermelho na comunidade Vai-Quem-Quer, em Duque de Caxias. O traficante de vulgo Rato, que hoje está preso em presídio federal. Cinco detidos na data de hoje, que integram a facção Comando Vermelho, estão vinculados à caixinha da facção, centralizada na gestão da Penha", explicou a delegada Patrícia Uana, titular da 31ª DP.
Operação Contenção
A ação desta quarta faz parte de uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial do Comando Vermelho. O objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização, além de prender traficantes que atuam na região.
Até o momento, mais de 300 criminosos foram capturados e outros 136 mortos em confronto. Desde março do ano passado, quando as ações contínuas começaram, foram apreendidas 465 armas, sendo 189 fuzis, e mais de 50 mil munições. Como parte da Contenção, também houve pedido de bloqueio de cerca de R$ 12 bilhões em bens e valores.
Ataque à delegacia
Na noite de 15 de fevereiro de 2025, criminosos invadiram e atacaram a tiros a 60ª DP (Campos Elíseos), após a prisão de Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato e apontado como chefe do tráfico que atua no Vai-Quem-Quer, e de seu braço direito, Wesley de Souza do Espírito Santo.
Segundo a Polícia Civil, sob o comando de Joab da Conceição Silva, uma das lideranças da facção, dezenas de traficantes invadiram a delegacia na tentativa de resgatar os comparsas presos.
Houve uma intensa troca de tiros entre policiais e criminosos. Porém, no momento do ataque, os presos já tinham sido transferidos para a sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), na Cidade da Polícia.
Em imagens que circularam nas redes sociais na época, os invasores armados com fuzis aparecem na porta da unidade policial. No vídeo, é possível ver a movimentação dos bandidos com armas de grosso calibre ao redor da delegacia e barulho de disparos.
*Colaboração de Érica Martin











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