Rio – Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 27 anos, agente comunitária de saúde assassinada pelo ex com tiros à queima-roupa em Quintino, na Zona Norte, foi sepultada na tarde desta sexta-feira (6), no Cemitério de Irajá, com a presença de amigos e familiares.
Wagner Beserra de Araujo foi preso em flagrante por agentes da 29ª DP (Madureira) horas após o crimeReprodução
Cassio Mendes, tio de Amanda, conversou com o DIA e destacou o apego à família demonstrado pela jovem, que deixa dois filhos, além do desejo dela de crescer profissionalmente: “A lembrança que vai ficar da Amanda é a de uma mulher trabalhadora, sonhadora. Tinha acabado de se formar em agente comunitária de saúde e ia em busca de seu outro sonho, que era Enfermagem. Uma jovem alegre, feliz e realizada com sua família e filhos”.
A Polícia Civil informou que agentes prenderam Wagner Beserra de Araújo horas após o crime, com o auxílio de imagens de câmeras, na Estrada do Portela. O tio da vítima falou sobre o choque com a notícia da morte de Amanda e o anseio da família pela permanência dele na cadeia: “Estamos incrédulos com o ocorrido, um feminicídio da própria mãe dos filhos dele. Que a justiça mantenha esse assassino por longos anos na prisão. Que ele pague pelo crime cometido”.
Segundo a família, a propósito, a morte de Amanda foi uma "tragédia anunciada", uma vez que ela já havia feito diversos registros de ocorrência contra o ex-companheiro, por episódios de agressão física e destruição de itens em casa.
De acordo com as investigações, Wagner e Amanda foram casados por sete anos, tendo dois filhos, um menino e uma menina. O casal já estava separado havia cerca de oito meses, mas ele não aceitava o término e a perseguia, mesmo com uma medida protetiva, que era sistematicamente descumprida. As crianças, segundo o tio de Amanda, ficaram com os avós maternos.
Wagner já tinha sido detido por homicídio em 2019 e possui passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. As investigações prosseguem para a localização da arma usada no crime, que ela jogou na linha férrea.
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