Bryan Chaves teve a morte cerebral decretada no Hospital Municipal Rocha FariaReprodução

Rio - A família do adolescente Bryan Bezerra Chaves, de 14 anos, que morreu depois de cair de um ônibus em movimento em Campo Grande, na Zona Oeste, abriu uma vaquinha, nesta terça-feira (3), solicitando auxílio para pagamento do enterro.
A iniciativa, nomeada "Todos pelo Bryan", tem o objetivo de arrecadar R$ 9 mil. "Meu filho sofreu acidente de ônibus e teve morte encefálica. Tinha apenas 14 anos e eu não contava passar por isso. Peço que você doe. Preciso enterrar o meu filho com dignidade", conta o texto assinado pela mãe, Luana Bezerra.
O adolescente sofreu o acidente no dia 22 de fevereiro na Rua Manaí. Ao DIA, o advogado Ian Soares, que representa a família do menino, contou que Bryan estava indo para um jogo de futebol quando a porta do coletivo abriu durante uma curva. Ele foi arremessado para fora do ônibus, batendo a cabeça.
"Não consigo afirmar em que velocidade estava o ônibus. Quando fez a curva, a força jogou o Bryan em direção à porta. Outras pessoas também caíram dentro do coletivo. Como não estava segurando, acabou sendo arremessado. A gente não sabe se a porta estava toda aberta, entreaberta ou se abriu durante a curva. Os relatos que me passaram é que, na curva, ela abriu. Foi justamente na hora que ele passou pelo vão e caiu de cabeça", explicou o advogado.
O menino foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Rocha Faria, ainda em Campo Grande. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou o paciente recebeu todos os cuidados indicados para o seu caso e que o protocolo para confirmação diagnóstica de morte encefálica seguiu todo o processo técnico preconizado, sendo finalizado nesta segunda-feira (2). A família doará seus órgãos.
O incidente envolveu um ônibus da linha SV866 (Campo Grande x Pingo D'água), da Auto Viação Jabour. O
Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio (Rio Ônibus) lamentou profundamente o ocorrido e destacou que a situação está sendo acompanhado pelo departamento jurídico da empresa. No entanto, segundo o advogado Ian Soares, a empresa ainda não respondeu sobre uma ajuda para o enterro.
A 35ª DP (Campo Grande) investiga o caso.