'Boneco do Andaraí' era responsável pelas disputas territoriais na regiãoReprodução

Rio –Rodrigo Rosa Brasil, de 46 anos, conhecido como “Boneco”, chefe do tráfico do Morro do Andaraí, na Zona Norte, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) na noite deste domingo (8). Na ação, dois seguranças do criminoso, conhecidos como "TH" e "Magrinho", também foram baleados.
 Na ação, os agentes apreenderam um fuzil e uma pistola - Divulgação
Na ação, os agentes apreenderam um fuzil e uma pistolaDivulgação


Segundo a corporação, equipes sofreram ataque de bandidos armados durante operação na comunidade. Rodrigo e os comparsas deram entrada no Hospital Municipal do Andaraí. Com eles, os agentes apreenderam um fuzil e uma pistola.
Durante o confronto, disparos chegaram a atingir a unidade. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde Daniel Soranz.
"Há um cenário de caos na região e a unidade solicitou reforço policial para garantir a segurança de pacientes e profissionais de saúde", publicou.
Ainda de acordo com a PM, "Boneco" estava sendo monitorando há cerca seis meses através de um trabalho de inteligência, conduzido de forma integrada entre a Subsecretaria de Inteligência e o Bope.
"Esse criminoso estava diretamente ligado a roubos de veículos e a tentativas de expansão territorial do tráfico. A neutralização dele representa um impacto importante na dinâmica criminal daquela região", afirmou o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes.
A ocorrência está a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Quem é "Boneco do Andaraí"?
Rodrigo era foragido do sistema penitenciário desde março de 2019, após não retornar à unidade depois de receber o benefício de saída temporária para visita periódica ao lar. À época, cumpria pena pela morte do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, assassinado na frente da família no bairro do Grajaú, em 2008.

De acordo com as investigações, o criminoso liderava uma associação criminosa armada responsável por diversas atividades ilícitas na comunidade, incluindo o aliciamento de crianças e adolescentes para atuar na venda de drogas e em outras práticas criminosas.

O foragido também era responsável pelos recentes tiroteios nos bairros da Tijuca, Andaraí e Grajaú, além de financiar uma quadrilha de roubo de veículos responsável na região, em que os roubos eram usados para financiar as tentativas de expansão da facção no Maciço da Tijuca, tendo como alvos principais os morros do Cruz e da Casa Branca.

O traficante possuía ainda diversas anotações por associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas, associação criminosa, homicídio, organização criminosa, roubo de veículos e latrocínio.