Saneamento avança e altera mapa da infraestrutura em São Gonçalo
Intervenções ampliam coleta, elevam capacidade de tratamento e reduzem impacto sobre a Baía de Guanabara
Coletor em Tempo Seco (CTS), em Imboaçu - Divulgação/Águas do Rio
Coletor em Tempo Seco (CTS), em ImboaçuDivulgação/Águas do Rio
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Durante décadas, São Gonçalo cresceu sem que a infraestrutura acompanhasse o ritmo. Com quase 1 milhão de habitantes, a segunda cidade mais populosa do estado conviveu com esgoto a céu aberto, rios poluídos e impactos constantes na saúde da população. Agora, esse cenário começa a mudar: obras em andamento já reduzem o volume de esgoto despejado no meio ambiente, melhorando a qualidade de vida de quem mora ali e ajudando na recuperação da Baía de Guanabara.
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Com esse tamanho, os desafios são enormes. Quando falta coleta e tratamento de esgoto, o problema vai além da poluição e se transforma também em uma questão de saúde pública. Doenças causadas pela água contaminada, como diarreias e infecções intestinais, ainda levam milhares de brasileiros aos hospitais todos os anos, segundo o Ministério da Saúde. É nesse contexto que a Águas do Rio vem executando um conjunto de obras voltadas à ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, além da melhoria e regularização do abastecimento de água.
Esgoto interceptado nos rios
Uma das intervenções em São Gonçalo é a construção do Coletor em Tempo Seco (CTS), um sistema composto por uma rede de grande diâmetro, com quase seis quilômetros de extensão, feita para captar o esgoto que hoje é despejado em galerias de água da chuva. Captações também estão sendo construídas para direcionar esse efluente para o devido tratamento reduzindo o risco de contaminar as pessoas e a Baía de Guanabara.
O projeto inclui ainda a revitalização e ampliação de duas elevatórias, a construção de outras duas estações e quatro novos pontos de captação. A primeira etapa já está em operação no Rio Imboaçu, onde 3,5 milhões de litros de esgoto por dia já deixam de ser lançados no meio ambiente e seguem para tratamento. Com a conclusão das obras, prevista para este ano, cerca de 12 milhões de litros diários de água contaminada com esgoto passarão a ser tratados.
Por causa dessa e de outras ações semelhantes na Região Metropolitana, 127 milhões de litros de esgoto já deixam de ser lançados diariamente na Baía de Guanabara.
Saneamento básico avança em São Gonçalo
Além do CTS, foram concluídos os sistemas de esgotamento sanitário da Praia das Pedrinhas e do Mutondo, beneficiando cerca de 30 mil pessoas. Somente no Mutondo, aproximadamente sete milhões de litros de esgoto por dia deixaram de ser despejados no Rio Alcântara e, depois, na Baía de Guanabara.
A Estação de Tratamento de Esgoto São Gonçalo também vai receber melhorias e terá aumento da capacidade em 13 milhões de litros de esgoto tratado por dia. “São Gonçalo tem tamanho de capital regional e conviveu por décadas com falta de estrutura. Quando ampliamos a coleta e o tratamento de esgoto, não estamos falando só de obra. Estamos falando de prevenção de doenças, de proteção ao meio ambiente e de mais dignidade para quase 1 milhão de pessoas. O CTS é simbólico porque interrompe um ciclo antigo de poluição”, afirma Diogo Freitas, diretor executivo da concessionária, que integra o grupo Aegea Saneamento.
As intervenções estão alinhadas às metas do Marco Legal do Saneamento. Este prevê que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% tenha coleta e tratamento de esgoto.
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