Outros painéis como o de Copacabana serão instalados na cidadeTomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com a Smac, a ferramenta tem como objetivo transformar o cidadão em fiscal e parceiro, garantindo transparência às iniciativas de arborização da cidade. No lançamento do contador, a secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, informou que outros painéis serão instalados em mais pontos da cidade.
“Essa ferramenta é muito importante, que garante não só a proximidade do cidadão com as novas árvores que estão sendo implantadas na cidade, mas também uma tranquilidade de que há aplicação de uma política ambiental”, disse.
Tainá de Paula acrescentou que as árvores são aliadas em meio à crise climática, que traz altas temperaturas, chuvas intensas e enchentes. A arborização ajuda a mitigar os efeitos do calor e a conter encostas, evitando deslizamentos por conta das chuvas.
“É visível para o carioca que algo não está normal [no clima]. Parte da nossa tarefa de compensar os desmatamentos é garantir que o nosso meio ambiente consiga se equilibrar, tanto no índice de chuva quanto nas nossas temperaturas”, disse a secretária.
Metas
A ideia é priorizar áreas com menor cobertura e mais afetadas pela crise climática, como as zonas norte e oeste da cidade.
“Ao analisarmos o histórico das temperaturas de superfície dos últimos dez anos, cruzando esses dados com o déficit de árvores, identificamos que as zonas norte e oeste apresentam os maiores índices de calor urbano”, afirmou Tainá de Paula.
Nos bairros da Zona Norte, considerada o ponto mais crítico da insuficiência arbórea, a diferença de temperatura pode chegar a 11°C em relação à Zona Sul, classificada como a mais arborizada da cidade, que abriga bairros como Jardim Botânico, Humaitá e Ipanema.
Partes das zonas Oeste e Sudoeste também estão no radar de atenção do serviço, que vai priorizar áreas como calçadas, praças e parques comunitários.
Com o Planta+RIO, a Smac, em parceria com a Fundação Parques e Jardins (FPJ), diz que espera reposicionar a arborização urbana como componente central da política ambiental, priorizando áreas socialmente mais vulneráveis.
Impactos sociais
“Neste contexto, pobres e pretos estão confinados nos espaços mais injustos, seja pela ausência de moradia digna, infraestrutura, serviços, como também pela ausência de um clima relativamente mais favorável, com baixo estresse ao calor, por exemplo”, diz.
Segundo a Prefeitura, o número de solicitações é de cerca de 1 mil por ano. Com a estruturação do serviço, o objetivo é ampliar as solicitações dos moradores para 4 ou 5 mil.
Para a secretária, o objetivo é tratar arborização como política de saúde pública e justiça climática. “O Planta+Rio é o coração dessa mudança ao introduzir também uma dimensão de educação ambiental já que quando o morador solicita o plantio via 1746, ele assume um pacto de cuidado com a árvore, garantindo a sua sobrevivência e o sentimento de pertencimento local”, completou.
Desde a inauguração do programa, cinco bairros lideram o ranking de solicitações:
- Tijuca: 140
- Campo Grande: 126
- Botafogo: 82
- Copacabana: 79
- Méier: 68
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