Ricardo Couto é presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ)Divulgação / TJRJ

Rio - O desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente, nesta segunda-feira (23), o Governo do Rio de Janeiro. O presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJRJ) ocupa o cargo após a renúncia de Cláudio Castro, que deve se candidatar ao Senado nas eleições deste ano.
Formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pós-graduado pela Universidade de Coimbra, Ricardo Couto ingressou na magistratura em 1992, atuando na Vara de Família de São João de Meriti e na 3ª Vara Cível de Niterói. Já na capital, trabalhou na 30ª e 43ª Varas Cíveis, na 9ª Vara Criminal e na 10ª Vara da Fazenda Pública, além da Vara de Família Regional de Madureira.
Em 2008, Couto foi promovido a desembargador e passou a integrar a antiga 7ª Câmara Cível, atualmente 4ª Câmara de Direito Público. Por fim, tomou posse na presidência do TJRJ ao ser eleito com 116 votos em disputa com o também desembargador Luiz Zveiter, assumindo o posto de Ricardo Cardozo. Durante o biênio 2025/206, ele prometeu compromisso com uma 'Justiça mais democrática', reforçando sua intenção de promover um Judiciário mais acessível e eficiente.
Descrito como leitor assíduo, Ricardo Couto ainda é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e participou de diversas bancas de concursos para a magistratura nas áreas de Direito Administrativo, Constitucional e Ambiental.
Aos 61 anos, o desembargador é casado e pai de dois filhos, além de carioca e torcedor do Botafogo. Em janeiro, ele chegou a ocupar o Governo do Rio por uma semana, durante uma viagem de Cláudio Castro ao exterior.
Após a renúncia de Castro, Ricardoo Couto assume o Poder Executivo fluminense por um mês, já que o posto de vice-governador está desocupado desde a saída de Thiago Pampolha, que se tornou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Segundo na linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, está afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Couto segue à frente do governo por um mês, prazo que os deputados da Alerj têm para eleger um governador-tampão, que permanecerá no cargo até o fim do ano, quando terminaria o mandato de Castro.