Orquestra Forte de Copacabana fará segunda turnê na ChinaBill Vianna / Divulgação
A agenda segue com concertos na Universidade de Petróleo da China, em Pequim (13 de abril); e na Universidade Renmin (14 de abril), durante o Grande Encontro da Juventude China-Brasil. Depois, a Orquestra se apresenta na abertura do Festival de Cantos Folclóricos de Guangxi - Jasmim do Imperador (17 de abril).
A nova turnê marca as comemorações do Ano Cultural Brasil-China 2026. E a primeira turnê do grupo na China foi em 2024, marcando os 50 anos de relações diplomáticas entre os países.
"O intercâmbio cultural proporcionado aos nossos músicos é extremamente relevante, não apenas pela vivência adquirida, mas principalmente pela possibilidade de conhecer novas tradições por meio da música. É uma honra e uma grande alegria viver essa experiência pela segunda vez”, afirma Márcia Melchior, presidente da RioMont e diretora da Orquestra
No repertório dos concertos, o público chinês vai conferir clássicos da MPB, como “Garota de Ipanema”, “Flor de Lis” e “Canto de Xangô”, além de canções chinesas, reforçando o caráter de troca cultural da iniciativa. A regência do grupo é de Luiz Potter.
Projeto fomenta relações entre Brasil e China
A Orquestra Forte de Copacabana atua como um importante agente de intercâmbio cultural entre Brasil e China. Desde 2022, o projeto tem promovido eventos voltados ao fomento, valorização, desenvolvimento e difusão da cultura chinesa no município e no estado do Rio de Janeiro. Destacam-se três edições do Festival da Primavera - uma realizada no Forte de Copacabana e duas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro - além de celebrações que marcaram aniversários das relações diplomáticas entre Brasil e China, entre inúmeros outros eventos de fomento à cultura sino-brasileira.
"Fortalecer as relações entre Brasil e China por meio da cultura, envolvendo jovens músicos, é acreditar no potencial transformador dessas experiências na vida de cada um deles", completa Márcia Melchior.
A cultura chinesa integra o dia a dia da Orquestra. Os alunos recebem aulas de mandarim como parte da formação, as cantoras do grupo interpretam um amplo repertório no idioma e foram preparados arranjos especiais, incorporando temas, melodias e sonoridades chinesas ao repertório da Orquestra. Essas atividades enriquecem o aprendizado musical, promovem trocas interculturais e ampliam as possibilidades de apresentação em festivais e eventos internacionais.
Saiba mais sobre a Orquestra do Forte de Copacabana
A Orquestra Forte de Copacabana teve início apenas com violões, mas hoje possui uma formação de big band e reúne instrumentos como clarineta, flauta transversa, saxofone, trompete, trombone e uma base formada por violão, baixo, guitarra, teclado, percussão e bateria. Os jovens são convidados a apresentar músicas do repertório tradicional da MPB, muito conhecido pelo público, assim como célebres canções de grandes nomes da nossa música porém não tão conhecidas pelo grande público.
Em 2025, o projeto passou por uma significativa expansão, envolvendo um maior número de alunos e a criação de dois novos grupos. A Camerata Forte de Copacabana, composta exclusivamente por mulheres jovens instrumentistas de cordas — incluindo violinos, violas, violoncelo e contrabaixo —, e a Orquestra de Câmara Forte de Copacabana, formada pelas cordas e englobando instrumentos como trompa, oboé, fagote e bateria.
O Instituto Rudá é especializado em gestão de orquestras e, com idealização da produtora e empresária Márcia Melchior, a Orquestra Forte de Copacabana é formada por 28 jovens que possuem de 13 a 21 anos, alunos da rede pública de ensino. Os componentes ensaiam uma vez por semana no Forte de Copacabana e ainda contam com ensino de apoio, como aulas de inglês. A Orquestra também é parceira da Orquestra Shalom, que a acompanha há 12 anos.
"O objetivo da Orquestra é capacitar os jovens para que eles cheguem a ingressar em orquestras profissionais, em orquestras das Forças Armadas, e que tenham um caminho profissionalizante, graças à música. Felizmente, ao longo dos anos, diversos estudantes da Orquestra ingressaram em projetos musicais e culturais, na academia, alguns chegando mesmo ao doutorado. Essa é a nossa maior missão", diz Márcia Melchior.

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