Leandro também era vascaínoRede Social

Rio - O motociclista Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, que morreu nesta quinta-feira (2) após um acidente com linha chinela, no bairro de Cascadura, na Zona Norte, estava no 9º período da faculdade de Direito. Descrito por amigos como sorridente, dedicado aos estudos e muito querido, ele recebeu diversas homenagens nas redes sociais.
"Aprouve a Deus recolher o meu amigo, irmão em Cristo, Leandro Rezende, o nosso Léo kairós. Sentirei sua falta. Os corredores da faculdade não serão mais a mesma coisa, seu sorriso largo, seu abraço fraterno, sua postura respeitosa, sua inteligência. Enfim, todos colegas os admiravam e o meu consolo é saber que você, neste exato momento, já se encontra na morada celestial. O Eterno vai te receber", disse um amigo.
"Que triste! Não tinha contato com ele, mas já fomos da mesma sala na Celso Lisboa, em Direito, no 1º período. Pelo pouco que chegamos a conversar, ele parecia ser muito gente boa, tranquilo... que o Espírito Santo console o coração da filha, dos familiares e amigos", comentou uma colega.
Leandro estudava da Universidade Celso Lisboa, que lamentou o caso.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso aluno Leandro Rezende, pastor, estudante do nono período de Direito (noturno) da UCL. Pessoa muito querida e amada por todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Leandro marcou nossa trajetória com sua fé, sua generosidade, seu acolhimento e sua presença sempre leve e respeitosa. Sua partida deixa saudades e um vazio imensurável entre colegas, amigos e toda a comunidade acadêmica.

A LACJUR manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e irmãos de fé, desejando força, conforto e esperança neste momento de profunda dor", afirmou em comunicado.
Segundo amigos, o estudante era filho único e também deixa uma filha. Vascaíno de coração, ele costumava publicar fotos com a camisa do time.
Até o momento, não há informações sobre o enterro.
Entenda o caso
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente. No vídeo, é possível ver quando o motociclista é atingido pela linha cortante e se desequilibra da moto.
Leandro foi levado às pressas para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu pouco depois de dar entrada na unidade.
O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso), que agora tenta identificar os responsáveis pela utilização do material, que é proibido por lei.
Linha chilena é proibida
A comercialização, uso, porte e posse de materiais cortantes em pipas configuram crime, com leis estaduais (Lei 8.478/2019) prevendo multas de R$ 342,11 a mais de R$ 17 mil para comerciantes. O uso de tais materiais pode resultar em prisão de três meses a um ano.
A linha chilena é produzida com uma mistura de óxido de alumínio e pó de quartzo, diferente da linha com cerol, que também é proibida, feita com cola e vidro moído. Como é industrializada, a primeira se popularizou por facilitar o manuseio e dar mais praticidade aos pipeiros. Apesar do perigo, basta poucos cliques para o interessado comprar o produto pela internet.
De acordo com a Polícia Civil, a proibição abrange a comercialização, o uso, o porte e a posse da substância constituída de vidro moído e cola, além da linha encerada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio, e de qualquer produto utilizado na prática de soltar pipas que possua elementos cortantes.