Memorial da Pandemia homenageia vítimas da covid-19Érica Martin / Agência O Dia
O ministro destacou ainda que o memorial também cumpre o papel de lembrar que o negacionismo tem consequências concretas, profundas e irreversíveis. “Preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro e para que a defesa da ciência e da vida seja sempre um princípio inegociável na condução da saúde pública", concluiu.
O memorial em homenagem às vítimas da pandemia conta com três espaços diferentes: uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por covid-19, uma escultura feita por Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha, e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação. Jornalistas e veículos que atuaram na cobertura da pandemia também foram homenageados.
Em junho, o CCMS abrigará a exposição 'Vida Reinventada', que propõe uma leitura coletiva das respostas da sociedade à pandemia de covid-19, articulando memória, ciência, arte e justiça como eixos centrais para elaboração do trauma.
Com curadoria da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, e projeto expográfico de André Cortez, a mostra combina abordagem estética e conteúdo histórico para transformar luto e resiliência em experiência pública de reflexão, ampliada por atividades paralelas como seminários, mostra de filmes e ações educativas.
O Centro Cultural do Ministério da Saúde fica localizado na Praça Marechal Âncora, número 95, na Praça XV, no Centro do Rio.
Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-covid
Além da inauguração do memorial, o Ministério da Saúde também lançou o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid e o portal do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19 no Brasil, desenvolvido em parceria com a OPAS/OMS e a Unicamp.
O acervo do portal dará origem a uma exposição itinerante que passará por seis capitais, entre maio e janeiro de 2027, com início em Brasília e encerramento no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro.
O guia, elaborado em parceria com a Fiocruz, reúne orientações para identificação, diagnóstico e tratamento das sequelas persistentes da covid-19, conhecidas como pós-covid, e substitui normativas anteriores, se tornando uma referência única para o cuidado em todos os níveis de atenção do SUS. Baseado na melhor evidência científica disponível, o novo guia orienta o manejo clínico dessas condições e busca ampla adoção por profissionais de saúde em todo o país.
O material ainda conta com detalhes de manifestações clínicas que podem surgir a partir de quatro semanas após a infecção, mesmo em casos leves ou assintomáticos, e abrange complicações em diferentes sistemas do organismo, como o cardiovascular, o respiratório, o neurológico e a saúde mental. Também apresenta protocolos diagnósticos, recomendações terapêuticas e fluxos assistenciais na Rede de Atenção à Saúde, principalmente em relação a populações vulneráveis.
Estimativas indicam que cerca de um quarto dos brasileiros que tiveram covid-19 apresentam sintomas persistentes. Ao padronizar o cuidado, integrar serviços e orientar a organização da rede, a publicação fortalece a resposta do SUS e contribui para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida da população.














Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.