Caso Henry Borel: Tribunal do Júri começa a julgar Jairinho e Monique O menino morreu há 5 anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca. No banco dos réus estão o padrasto do garoto, Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. A expectativa é que a sessão dure no mínimo 10 dias, nesta segunda-feira (23). Na foto: Monique Medeiros.Reginaldo Pimenta/Agência O Dia
PGR solicita ao STF volta de mãe de Henry Borel para a prisão
Subprocurador afirma que decisão de soltar Monique Medeiros por excesso de prazo foi indevida; caso será analisado por Gilmar Mendes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, morto em 2021, volte para a prisão. A manifestação foi enviada ao ministro Gilmar Mendes, que vai decidir se mantém a liberdade da ré ou determina o retorno ao presídio.
Monique foi solta em março após a Justiça entender que houve excesso de prazo na prisão preventiva. A decisão ocorreu depois do adiamento do julgamento do caso, provocado quando a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior abandonou o plenário do Tribunal do Júri.
Para a PGR, a soltura foi irregular. No parecer, o subprocurador-geral Antônio Edílio Magalhães Teixeira afirma que a decisão contraria entendimentos anteriores do próprio STF, que já havia determinado a manutenção da prisão no mesmo processo.
Segundo o órgão, não houve demora injustificada. A PGR argumenta que o adiamento do julgamento foi causado por ações da própria defesa e pela complexidade do caso, o que afasta a alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo.
Ainda de acordo com o parecer, a liberdade de Monique pode trazer riscos ao andamento do processo, como possível influência sobre testemunhas. O documento também cita o histórico do caso para defender a necessidade da prisão preventiva.
O julgamento foi remarcado para o dia 25 de maio pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio. Na ocasião, ela determinou a soltura de Monique ao entender que a manutenção da prisão seria irregular diante do adiamento.
O caso ganhou grande repercussão após a morte de Henry Borel, de 4 anos, em 2021, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A mãe e Jairinho respondem por homicídio e outros crimes

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