A felicidade pode ser encontrada nas coisas simplesPixabay / Divulgação

A busca pela tal felicidade está sempre presente, seja nos filmes, nas músicas, nos livros, no trabalho, com a família, no dia a dia. Mas afinal o que é a felicidade? Dizem que dinheiro não a traz e, segundo um antigo ditado adaptado, manda até buscar. Será mesmo? De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade 2026, o Brasil ocupa o 32º lugar no ranking global da felicidade, um salto de quatro posições em comparação com o relatório anterior, quando o país foi o 36º colocado.O estudo, que combina dados relacionados ao bem-estar de mais de 140 países, é publicado anualmente pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU e um conselho editorial independente de especialistas.
No Ipsos Happiness Report 2026 da Ipsos, dos 29 países analisados, 25 apresentaram crescimento no nível de felicidade em relação aos últimos 12 meses. Nesse estudo, o Brasil aparece entre as nações mais felizes do mundo, com 80% da população feliz ou muito feliz.
Profissionais que lidam com a saúde mental falam sobre o assunto, cada qual em sua especialidade. Para a neurociência, a felicidade é o resultado da interação entre processos neuroquímicos, circuitos cerebrais de recompensa e experiências subjetivas de bem-estar, conforme explica a neurologista Ana Luísa Rufino, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), em Uberaba (Minas Gerais).
"Ela envolve três componentes principais: prazer imediato; engajamento; e propósito ou significado. Esses elementos são modulados por redes neurais específicas que regulam emoções, motivação e tomada de decisões", pontua a especialista.
A gestora do curso de Psicologia da Universidade de Uberaba, Uniube, Maria Regina Basílio, diz que, mesmo sem uma definição conceitual única, a psicologia, ciência que estuda o comportamento humano, apresenta diferentes abordagens, como a busca de um sentido para a vida, proposta por Viktor Frankl e a Psicologia Positiva, que tentam compreender o que é a felicidade.
"De modo geral, ela é entendida como um estado subjetivo de bem-estar, que envolve emoções positivas, sensação de satisfação com a própria vida e percepção de sentido ou propósito. A psicologia compreende a felicidade não como um estado simples ou único, mas como um fenômeno complexo que envolve dimensões emocionais, cognitivas, sociais e existenciais", diz.
Já a neurologista Ana Luisa afirma que diversas substâncias químicas presentes no cérebro influenciam o surgimento da felicidade e destaca quatro hormônios envolvidos nessa dinâmica: dopamina; serotonina; endorfina; e ocitocina.
A neurologista do MPHU complementa ainda que determinadas regiões cerebrais, especialmente as partes que têm relação com o sistema de recompensa, apresentam maior atividade durante experiências positivas que contribuem para o surgimento da felicidade. Dessa forma, o cérebro tende a funcionar de modo mais eficiente e há uma melhora no fluxo entre emoções, cognição e motivação.
Maria Regina Basílio pontua que a felicidade não costuma ser um estado constante e que sob a perspectiva psicológica, esse sentimento envolve experiências que despertam emoções positivas e uma sensação mais duradoura de satisfação com a vida.
"O modo como nos sentimos internamente influencia significativamente nossas relações com as pessoas com quem convivemos. Pessoas que apresentam maior bem-estar tendem a demonstrar maior empatia, abertura ao diálogo, capacidade de cooperação e qualidade na comunicação. Isso favorece relações mais saudáveis e construtivas", afirma.
A neurologista do MPHU salienta os impactos da estimulação cerebral excessiva provocada pelos diferentes meios de comunicação, como as redes sociais. Isso pode desencadear quadros de ansiedade, dificuldade de concentração, fadiga mental e ideia constante de comparação social.
"Estímulos rápidos e frequentes podem levar a uma ativação repetida do sistema de recompensa, o que em alguns casos pode reduzir a sensibilidade ao prazer e aumentar a busca por novas recompensas imediatas", alerta.
Ana Luisa aponta a necessidade de adotar hábitos saudáveis no dia a dia que promovam o bem-estar, como ter uma rotina de exercícios físicos, sono adequado, conexões sociais e a realização de atividades que tenham significado pessoal.
"A felicidade não é apenas uma sensação momentânea. Ela reflete o funcionamento integrado de diversos sistemas do cérebro. Compreender esses mecanismos ajuda a reforçar a importância de hábitos saudáveis e do cuidado com a saúde mental como parte fundamental da saúde neurológica."
Maria Regina Basílio reforça a importância do cuidado com a saúde física e mental, do descanso e também dos momentos de lazer ao acrescentar que a felicidade não depende apenas de fatores individuais, mas de condições sociais, culturais e ambientais que favoreçam uma vida digna e equilibrada.
"O processo de buscar uma vida mais satisfatória costuma envolver autoconhecimento, reconhecimento de limites, valorização de si mesmo e cuidado com as próprias necessidades emocionais. A vida humana é marcada por desafios, perdas e transformações. A psicologia nos ajuda a compreender que o mais importante não é eliminar todas as dificuldades, mas desenvolver recursos internos e relacionais para lidar com elas". conclui a gestora do curso de Psicologia da Uniube.
Trabalho tem peso grande
Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ), Renata Filardi, fala da importância do trabalho em relação ao estudo.
"O mercado de trabalho tem um peso muito relevante nesse resultado, porque o trabalho ocupa uma parte significativa da vida das pessoas — em tempo, energia e impacto emocional. Quando há insegurança, baixa qualidade nas relações profissionais, falta de perspectiva de crescimento ou ambientes tóxicos, isso afeta diretamente a percepção de bem-estar. Por outro lado, quando o trabalho oferece desenvolvimento, reconhecimento e relações saudáveis, ele se torna um importante fator de felicidade. Portanto, o ambiente profissional é um dos principais influenciadores desse indicador no país", destaca.
A profissional explica que a liderança e qualidade das relações no ambiente de trabalho tem impacto decisivo. "Um bom líder consegue dar direção, gerar confiança, reconhecer e desenvolver pessoas — e isso influencia diretamente a experiência do colaborador. O salário continua sendo essencial, principalmente em um país com desigualdades como o Brasil, mas ele, sozinho, não sustenta engajamento no longo prazo. Propósito e qualidade de vida também ganharam muita relevância, especialmente após a pandemia", conclui Filardi.
'Quando falamos de felicidade de forma séria, estamos falando de condições de vida'
Em entrevista ao jornal O DIA, Chrystina Barros, especialista em Ciência da Felicidade pela Universidade de Berkeley, Califórnia,discorre sobre o assunto com a psicóloga Maria Regina Basílio.
O DIA: O antigo ditado ''Dinheiro não traz felicidade'', adaptado para o 'manda buscar' se aplica aos brasileiros? Afinal, o país está em crise, com o custo de vida cada vez mais alto, mas ainda assim, segundo o Relatório Mundial da Felicidade 2026, o Brasil ocupa o 32º lugar no ranking global da felicidade, um salto de quatro posições em comparação com o relatório anterior, quando o país foi o 36º colocado. A que a senhora atribui essa subida no ranking?
Chrystina Barros: O dado mais consistente de estudos clássicos é que o dinheiro importa, mas até certo ponto. Ele é fundamental para garantir condições básicas de vida, segurança e estabilidade, mas a partir desse nível o impacto sobre a felicidade passa a ser menor. No caso do Brasil, a subida no ranking mundial não significa ausência de crise econômica. Esse tipo de ranking considera múltiplos fatores, como renda, trabalho, segurança social, expectativa de vida, apoio social, liberdade de escolha e percepção de corrupção. Ou seja, o dinheiro está presente como base estrutural, não é ignorado.
Ao mesmo tempo, existem outros levantamentos que mostram nuances importantes. Rankings de otimismo frequentemente colocam o Brasil entre os primeiros colocados, e o próprio levantamento de felicidade do Instituto Ipsos, divulgado também em março com metodologia diferente, posiciona o país em sétimo lugar. Isso revela características culturais relevantes, como a capacidade de adaptação, a força das relações sociais e uma postura de não desistir diante das dificuldades. Soma-se a isso fatores ambientais, como maior exposição ao sol e à convivência social, que também influenciam o bem-estar.
O ponto central é que a felicidade não pode ser reduzida a renda, mas também não pode ser dissociada dela. Ela é estrutural. Quando falamos de felicidade de forma séria, estamos falando de condições de vida. E é exatamente nesse ponto que o Brasil ainda precisa avançar, garantindo melhor suporte em renda, trabalho, segurança social e confiança institucional, para que essa percepção de bem-estar seja mais consistente e menos dependente apenas da capacidade individual de adaptação.
Maria Regina Basílio:  Sob uma perspectiva psicológica e socioeconômica, a associação direta entre felicidade e renda configura-se como uma simplificação reducionista. A felicidade se vincula muito mais a dimensões internas do que propriamente externas. Evidentemente, não se pode negar a importância do dinheiro, pois ele amplia o poder de barganha, proporciona praticidade e favorece o conforto. Nesse sentido, talvez seja mais adequado compreendê-lo como um meio que viabiliza experiências e oportunidades, e não como um fim em si mesmo.

Ao mesmo tempo, há um elemento cultural e subjetivo importante: a esperança. Costuma-se dizer que a esperança é uma espécie de 'fé científica', pois sustenta expectativas de futuro e mobiliza a vida cotidiana. O brasileiro, mesmo diante de adversidades econômicas, parece nutrir-se dessa esperança — muitas vezes expressa em desejos simples, como 'comer uma carne e tomar uma cervejinha'. Ninguém quer perder a esperança, pois é ela que mantém viva a possibilidade de dias melhores.

Assim, a elevação do Brasil no ranking pode estar relacionada, em parte, a essa capacidade de sustentar expectativas positivas, mesmo em contextos difíceis. Trata-se de uma disposição subjetiva que alimenta a percepção de bem-estar e projeta um futuro possível — como sugere a música Sonhos, do Peninha: 'Amanhã será um novo dia e certamente eu vou ser mais feliz.
Dinheiro garante a dignidade
O DIA: Ainda falando em situação financeira, como se explica uma pessoa com muitos bens e que faz quatro refeições ao dia ser menos feliz do que aquelas que brigam pela vida dia a dia como os trabalhadores que sofrem em transportes públicos e para pagar os boletos?
Chrystina Barros: Esse é um excelente exemplo de que o dinheiro é fundamental para garantir a dignidade, mas não garante a felicidade. A relação entre renda e felicidade não é linear, e existem trabalhos científicos consistentes mostrando isso. Depois de um nível básico de segurança, entram outros fatores que passam a ser determinantes, como a qualidade das relações, o sentido da vida e a coerência entre o que se faz e o que se valoriza. Pessoas com alta renda podem, inclusive, viver situações de isolamento social, alto nível de estresse ou conflitos de identidade, como a dúvida sobre se são valorizadas pelo que são ou pelo que têm.
É importante não romantizar a pobreza. Pessoas com menos recursos enfrentam dificuldades reais e sofrimento concreto. A questão não é dizer que são mais felizes, mas compreender que o dinheiro tem um papel essencial na dignidade e nas condições de vida, sem ser suficiente, por si só, para sustentar o bem estar. Da mesma forma que ter um milhão de conexões em rede social não significa ter relações reais, a felicidade depende, depois da dignidade garantida, da qualidade dos vínculos, da realização, do sentido da vida e da possibilidade concreta de viver bem em comunidade.
Maria Regina Basílio: À luz da Psicologia, pode-se ratificar o papel central da esperança enquanto construto motivacional intrínseco, podendo ser chamada de 'a fé científica'. Trata-se de um processo que não se estabelece de fora para dentro, mas que emerge da dinâmica interna do sujeito, funcionando como um organizador da ação e da projeção de futuro. Nesse sentido, a esperança sustenta a motivação, orienta metas e favorece a persistência diante de adversidades, operando como um importante recurso de autorregulação, como nos inspira a canção do Guilherme Arantes: Amanhã.

Nessa direção, a posse de bens materiais ou a estabilidade financeira não se configuram, isoladamente, como preditores suficientes de felicidade ou bem-estar. Evidências em Psicologia apontam que indivíduos em contextos de vulnerabilidade podem, paradoxalmente, apresentar níveis significativos de sentido de vida, sustentados por recursos internos, redes de apoio e expectativas positivas em relação ao futuro. A esperança, nesse cenário, atua como um fator protetivo, mobilizador e estruturante da experiência subjetiva, contribuindo para a atribuição de significado à existência aquilo que, em termos mais amplos, pode ser compreendido como a vivência de 'graça' na vida.

Dessa forma, a esperança configura-se, muitas vezes, como um dos recursos subjetivos mais potentes disponíveis ao indivíduo, especialmente em contextos de escassez. A manutenção dessa expectativa positiva em relação ao futuro favorece o engajamento, a resiliência e a continuidade dos projetos de vida. Assim, a crença de que o amanhã pode ser melhor do que o hoje não se reduz a um pensamento ingênuo, mas constitui um mecanismo psicológico fundamental que sustenta o investimento no futuro e a mobilização de energia psíquica para o enfrentamento da realidade.
O DIA: Teria como a pessoa alcançar a felicidade plena ou todos nós temos apenas momentos felizes?
Chrystina Barros: É importante entender que existem duas dimensões da felicidade. Uma é a do dia a dia, dos momentos em que celebramos quando algo dá certo, mas também daqueles em que enfrentamos perdas, doenças ou problemas que nem sempre têm solução. A vida é dinâmica e exige que a gente aprenda a conviver, superar ou ressignificar essas experiências. Não existe felicidade plena constante, e essa ideia, inclusive, é tão irreal quanto a própria depressão como estado permanente.
Quando falamos de uma dimensão mais ampla de felicidade, estamos falando de sentido de vida. É a capacidade de lidar com as adversidades, compreender o porquê do que se faz, construir boas relações e não ficar preso apenas aos problemas. A neurociência explica que o cérebro tende a registrar com mais força experiências negativas como mecanismo de proteção, para evitar que elas se repitam. Mas também é possível, e necessário, exercitar a atenção ao que funciona, ao que dá certo, ao que merece ser reconhecido no cotidiano.
No final, a percepção de felicidade está muito ligada a esse balanço de vida. Nos momentos de marco, como o fim de um ano, a conclusão de um projeto, a formação acadêmica ou a construção de uma família, as pessoas param e refletem sobre o caminho percorrido. É nesse processo que se percebe o sentido da vida. Vivemos momentos felizes que sustentam essa trajetória e que dão força para enfrentar os períodos difíceis. São esses momentos, combinados com propósito e relações consistentes, que fazem a vida valer a pena e constroem uma felicidade possível e real.
Maria Regina Basílio: Sob o enfoque psicológico, a afirmação de que 'rico não é quem tem tudo, mas quem não sente falta de nada' pode ser compreendida à luz de construtos como bem-estar subjetivo e satisfação com a vida. Nessa direção, a plenitude configura-se, sobretudo, como um estado interno, resultante da avaliação cognitiva e afetiva que o indivíduo realiza acerca de sua própria existência. Quando o sujeito percebe que suas necessidades — materiais, emocionais e existenciais — estão suficientemente atendidas, e apresenta um nível satisfatório de congruência interna, aproxima-se de uma experiência de plenitude.

Entretanto, tal experiência é mediada pelo referencial individual, incluindo valores, expectativas, história de vida e significados atribuídos à realidade. Esses elementos influenciam diretamente os critérios pelos quais o indivíduo julga sua própria condição de satisfação. Assim, a felicidade não se caracteriza, do ponto de vista científico, como um estado contínuo e estático, mas como um fenômeno dinâmico, oscilante e contextual.

Dessa forma, é mais adequado compreender a felicidade plena como experiências episódicas de alto grau de bem-estar, nas quais há alinhamento entre dimensões intrapsíquicas (autopercepção, desejos, sentido de vida) e condições vivenciais. A plenitude, portanto, tende a se manifestar como estados temporários de integração e satisfação profunda, ao longo do percurso existencial do sujeito.
O DIA: É de conhecimento que hormônios como dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina são importantes para o bem-estar e felicidade. Mas, como pode se avaliar isso? A maioria das pessoas não faz exame para saber a dosagem desses hormônios. A senhora acredita que com um 'remédio' (não estou nem falando de antidepressivo) seria possível manter a felicidade ou isso é utopia?
Chrystina Barros:  Esse é um grande risco da sociedade atual e não é felicidade. Depender de remédios ou de hormônios como solução é uma lógica parecida com a do uso de drogas, um caminho de fuga da realidade e da dor. Existem, sim, bases biológicas envolvidas na felicidade, e por isso ela pode ser estudada também sob esse ponto de vista. Mas não é por meio da reposição de chamados hormônios da felicidade que alguém se torna mais feliz, até porque eles não funcionam de maneira isolada.

Para que haja bem estar, é necessário integrar essas bases biológicas com experiências reais, emoções, relações e vivências concretas. Pensar em um remédio para a felicidade é reducionista, equivocado e perigoso. A medicina tem um papel fundamental no tratamento de doenças como a depressão, com atuação de psiquiatras e psicólogos, ajudando no cuidado e na recuperação de quem precisa. Mas isso é diferente de tratar felicidade como algo que pode ser consumido.

Felicidade não é cápsula. Ela depende de condições de vida, de renda, de trabalho, de segurança. Depende de hábitos consistentes, como sono adequado, descanso, atividade física e alimentação. Depende de relações reais, com pessoas que concordam, discordam, questionam, mas com quem existe confiança e vínculo verdadeiro. Não se sustenta em interações superficiais ou em recortes de uma vida editada no ambiente digital.

Tratar felicidade como produto de prateleira ou item de consumo é um erro conceitual sério. Reduzir a isso coloca em risco o próprio sentido da vida e esvazia o que de fato sustenta o bem estar humano.
Veja o depoimento de algumas pessoas sobre felicidade
Elen Genuncio - aposentada
"Felicidade, para mim, é quando a vida faz sentido. Não é estar bem o tempo todo, nem viver só de momentos bons. É mais sobre se sentir em paz com quem se é, conseguir valorizar as pequenas coisas do dia a dia e ter pessoas, amizades e vínculos e propósitos que dão significado à rotina. É aquele equilíbrio possível entre desafios e conquistas, sabendo que nem tudo será perfeito, mas ainda assim vale a pena.
Eu me considero uma pessoa feliz. Tenho pai e mãe. Mas não me sinto feliz o tempo todo. Aprendi, com a vida que isso é completamente normal. Hoje a minha felicidade está muito mais nas pequenas coisas do que em grandes acontecimentos. Está nos momentos de conexão, nas relações que construo, nas conquistas do dia a dia e, principalmente, na sensação de estar seguindo um caminho que faz sentido para mim.
Claro que existem dias difíceis, dúvidas e inseguranças, mas eles não anulam o que eu construo de bom. Hoje, eu entendo que ser feliz não é sobre ausência de problemas, e sim sobre saber lidar com eles sem perder a capacidade de sentir, de recomeçar e de valorizar a vida como ela é.
Claudia Buzzone - publicitária
Hoje a minha concepção de felicidade é ser eu mesma, estar comigo sem precisar de tampa de panela, me vestir como eu quero, é me livrar de tudo que me fere e que apaga o meu sorriso! É ser livre pra fazer e estar com quem gosto, jantar pipoca, dormir com a cara cheia de creme e com o cabelo cheirando a loção de alho... enfim, é viver a cada dia e aguardando o próximo, o próximo...
Patricia Paiva - professora de inglês
"É estar em paz comigo mesma ! É ter a certeza de que fiz tudo que pude pela pessoa amada ( meus pais) . É também dizer eu te amo quantas vezes der vontade ! É acordar e fazer o que te dá vontade de fazer , sem obrigatoriedade de horário ! É ouvir música , dormir agarradinha com o marido e viajar também ! Se olhar no espelho e se achar bonita. E ter um contracheque polpudo, tipo R$ 30 mil."
Bianca Lopes - Assessora de Imprensa
"Felicidade é ter liberdade para fazer o que quero, até o que não quero. Sou feliz, mas não o tempo todo. Acho que ninguém é, né? Enfim, do meu jeito, nos meus dias bons e ruins."