Crea-RJ realizou vistoria no local onde o operário Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, morreuÉrica Martin/Agência O Dia
"Fiscais do Crea-RJ vêm acompanhando a montagem do palco desde 7 de abril e estiveram no local novamente na manhã desta segunda-feira, a fim de levantar informações sobre o acidente que matou o operário, no domingo, dia 26. Com o objetivo de fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro, o Crea-RJ já enviou ofício por duas vezes à empresa Bônus Track, produtora do evento, mas não recebeu todas as informações solicitadas", informou o Conselho ao DIA.
O superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro Leonardo Dutra, destacou que atividades técnicas envolvem riscos e exigem profissionais qualificados. "A atividade técnica é, por natureza, uma atividade de risco, e somente com profissionais e empresas legalmente habilitados é possível mitigar esses riscos", afirmou.
O órgão também informou que solicitou à Bônus Track a relação das empresas e dos profissionais responsáveis por serviços técnicos de instalação e manutenção do evento. A lista deve incluir razão social ou nome completo, CPF ou CNPJ, endereço, dados contratuais e cópias de contratos ou notas fiscais. O prazo para resposta é de quatro dias, a partir desta segunda-feira.
A partir da decisão do Crea-RJ, caberá à Polícia Civil avaliar a possibilidade de embargo dos serviços prestados pela empresa no evento, previsto para o próximo sábado (2). Mais cedo, o delegado Lages, responsável pela investigação, afirmou que, embora a perícia oficial esteja a cargo da corporação, o laudo do Conselho "pode ser útil para desvendar o que aconteceu".

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