Anna Maria Maiolino fará perfomance no Museu do Amanhã, na Praça MauáDivulgação / Cabrel
Em KA, a artista, membros de seu estúdio e artistas cariocas convidados caminham sobre um território repleto de ovos, incorporando o gesto ancestral das mãos levantadas, um símbolo que atravessa milênios — da Antiguidade clássica aos conflitos contemporâneos — como sinal de rendição, desarmamento e busca por misericórdia. O título da obra remete ao conceito egípcio que representa a força vital e o espírito, simbolizado por um hieróglifo de braços erguidos que denota acolhimento e conexão.
Ao utilizar essa linguagem corporal, Maiolino transforma a performance em um manifesto poético-político contra a violência contemporânea, abrangendo desde as guerras globais até a insegurança cotidiana de metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo. Dessa forma, a obra reafirma sua origem política na década de 1980, quando surgiu como um repúdio à tortura e uma celebração da vida durante a abertura democrática no Brasil, consolidando-se agora como um clamor urgente pela paz e pelo desarmamento universal.
KA integra o programa Brasil do Amanhã, que ao longo de 2026 será desenvolvido pelo Museu do Amanhã no intuito de examinar a democracia com perspectivas complementares: a ordem global, a crise da verdade, a soberania territorial e a disputa cultural da memória. No mesmo dia, às 10h, o Museu recebe o debate "Democracia e poder global: extremismos, soberania e o fim do multilateralismo?" com Monica Herz (PUC-Rio), Christian Lynch (IESP-UERJ) e Josué Medeiros (UFRJ, OPEL e CartaCapital).
Local: Balanço Terra/ Átrio
Museu do Amanhã
Praça Mauá, 1 - Centro
Rio de Janeiro, RJ
Entrada gratuita

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