Rio - A Polícia Civil realizou, na manhã desta segunda-feira (4), uma operação contra criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP), envolvidos em roubos, furtos e desbloqueio de celulares, além da prática de fraudes financeiras. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em comunidades do Complexo do São Carlos, na Região Central do Rio, onde houve relatos de tiroteio, além de endereços no estado de São Paulo. Seis criminosos foram presos em flagrante e um morreu durante o confronto.
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A DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) investiga a morte do criminoso. Um menor de idade também foi autuado. Durante a ação foram recuperados 18 motos, 3 carros, dezenas de celulares, um fuzil, 4 revólveres, 8 carregadores e rádios comunicação. Além disso, uma oficina de armeiro foi estourada, onde os agentes localizaram equipamentos e munições.
Segundo as investigações, o grupo atuava não só na Região Central, mas também na Zona Sul, com foco em aparelhos de alto valor. Após os crimes, os celulares eram levados para o Complexo do São Carlos, onde os bandidos desbloqueavam os dispositivos e acessavam dados das vítimas para realizar transações bancárias fraudulentas.
"[Eles] subtraíam o celular, depois faziam o desbloqueio através de pessoas especializadas, para desbloquear o acesso a aplicativos bancários. Depois faziam transferências indevidas. Por que na Zona Sul? Pela capacidade financeira que eles esperavam dos moradores de lá", detalhou o delegado responsável pelo caso, Renato Tomaz.
Nos casos de aparelhos com maior nível de segurança, a facção criminosa contava com o apoio de comparsas no estado de São Paulo para viabilizar o desbloqueio. "A gente tem a notícia que tem três paulistas que às vezes eram acionados. [...] Às vezes eles eram acionados para vir ao Rio e fazer o desbloqueio", afirmou.
Os criminosos se disfarçavam de entregadores para praticarem os crimes. "Eles utilizavam motos roubadas ou furtadas - com troca de placa -, ou alugadas - motos limpas -, e usavam bags para enganar. Eles utilizavam esses bags para passar como se fossem motos de aplicativo de entrega para subtrair os celulares", falou o delegado.
De acordo com o delegado, os policiais foram recebidos com tiros ao entrarem na comunidade. Nenhum agente ficou ferido. "Não teve nenhum policial alvejado. Mas pelo que a gente sabe, teve um criminoso que foi alvejado, mas ele não foi localizado. Tem um indivíduo que deu entrada no [Hospital Municipal] Souza Aguiar, baleado. Um dos policiais que participaram dessa ocorrência [...] não o reconheceu. Então, a gente não pôde fazer a prisão dele", disse.
Um homem, que não era alvo da operação, foi preso em flagrante por receptação. "Foi conduzido para cá, mas como seria em flagrante, eu vou fazer a apreciação ainda da prisão dele. Mas com a informação que eu tenho a priori, vai ser preso em flagrante por receptação. [...] Ele foi abordado de forma esporádica e foi capturado", informou Renato.
A operação, deflagrada por agentes da 6ª DP (Cidade Nova), conta com a participação de policiais do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
As diligências seguem em andamento para capturar todos os envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação do grupo criminoso. Além disso, irão trabalhar na identificação das vítimas para entregarem os celulares.
A "Operação Rastreio" já resultou em mais de 13.300 celulares recuperados, sendo 6 mil aparelhos devolvidos para os legítimos proprietários. Até o momento, mais de 870 criminosos foram presos, entre assaltantes e receptadores.
Matéria do estagiário Rodrigo Bressani sob supervisão de Luiz Maurício Monteiro
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