Rick Azevedo realizava um ato pelo fim da escala 6x1Reprodução / Redes Sociais

Rio - O vereador Rick Azevedo (Psol) acusa policiais militares de agressão, no último sábado (2), durante um ato realizado em Copacabana, na Zona Sul. A Polícia Civil investiga o caso.
O episódio aconteceu no momento de uma ação pelo fim da escala 6x1, enquanto ocorria o show da Shakira. De acordo com Rick, no final do evento, ele, assessores e amigos, foram agredidos e hostilizados por uma equipe de PMs, que teria os impedido de chegar até um carro, parado em um local reservado para parlamentares e figuras públicas.
"Com muita revolta e tristeza, venho a público confirmar as agressões físicas e verbais que sofri. Foi uma tentativa clara de intimidação e silenciamento. Ficou claro que era algo pessoal contra mim. Desde que me tornei conhecido, sofro ameaças, mas não deixo nada disso me abalar, porque sei da importância da minha luta. Querem calar a voz da classe trabalhadora a todo custo, porque sabem que estamos conquistando algo grandioso. Não vou abaixar a cabeça. Devidas providências estão sendo tomadas para que os responsáveis sejam punidos", escreveu nas redes sociais.
A assessoria do vereador informou que a confusão aconteceu após Rick deixar a área VIP do show para encontrar o seu motorista.
"Mesmo identificado como parlamentar e seguindo orientação da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro para deixar o evento, o vereador teve sua passagem bloqueada, sendo impedido de chegar até seu carro - que já se encontrava próximo, com seu chefe de gabinete no local - e acabou sendo agredido por policiais", diz a nota.
O mandato do vereador Rick Azevedo informou que irá pedir: a abertura imediata de investigação pelos órgãos competentes, incluindo a Corregedoria da Polícia Militar; a identificação e responsabilização dos policiais envolvidos na agressão; a requisição das imagens de câmeras de segurança e registros oficiais do evento; a requisição e preservação das imagens das câmeras corporais (body cams) dos agentes envolvidos na ocorrência; a apuração da conduta de terceiros que incentivaram ou participaram da violência; garantias de segurança ao vereador, sua equipe e demais envolvidos; e o acompanhamento do caso por comissões de direitos humanos e instâncias institucionais.
Segundo a Polícia Militar, agentes do 19º BPM (Copacabana) impediram um homem de acessar uma área restrita, que possuía bloqueio. A corporação informou que houve um princípio de tumulto. A situação foi controlada no próprio local.
A 10ª DP (Botafogo) investiga o caso. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.