Rio - A vereadora de Campos dos Goytacazes Thamires Rangel (PMB), de 19 anos, filha do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), anunciou sua saída do cargo de subsecretária no governo do Rio quatro dias antes da prisão do pai.
A jovem ocupava a função de subsecretária adjunta de Conscientização Ambiental na Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro desde 2025, quando foi nomeada pelo então governador Cláudio Castro (PL).
A exoneração foi oficializada na segunda-feira (4) pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, um dia antes da operação da Polícia Federal que resultou na prisão de Thiago Rangel.
Nas redes sociais, Thamires agradeceu a Castro e ao ex-secretário da pasta, Bernardo Chimrossi: "Gratidão por toda experiência vivida. Meu agradecimento ao ex-governador Cláudio Castro e ao ex-secretário de Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Chimrossi por todo diálogo, parceria e pelas ações realizadas. De volta à Câmara de Campos, ainda mais motivada", escreveu.
O nome da vereadora aparece na investigação da Polícia Federal. Segundo o documento, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, preso por suspeita de vazamento de informações sigilosas sobre a investigação que envolve o ex-deputado estadual TH Joias, teria se articulado com Thiago Rangel para direcionar recursos ao financiamento da campanha de Thamires Rangel, além de outros candidatos aliados.
Deputado preso pela PF
O deputado Thiago Rangel acabou preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. Ao todo, policiais federais buscaram cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio; em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense; e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos estavam, além do deputado, Luiz Fernando Passos de Souza; Rui Carvalho Bulhões Júnior; Marcos Aurélio Brandão Alves; Júcia Gomes de Souza Figueiredo; Fábio Pourbaix Azevedo e Vinícius de Almeida Rodrigues.
Segundo a PF, as apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao grupo investigado.
Além do crime de organização criminosa, os suspeitos poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Ainda há a possibilidade de outros delitos surgirem no decorrer da investigação.
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