A Justiça determinou que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, continue preso em uma unidade federal de segurança máxima, em Brasília. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o Ministério Público, o investigado é apontado como uma das principais lideranças de um grupo criminoso ligado a crimes violentos no estado. As investigações indicam que a organização teria envolvimento com homicídios relacionados ao comércio ilegal de cigarros, além de atuação no chamado jogo do bicho.
Na decisão, a Justiça considerou que a permanência em um presídio federal busca evitar possíveis interferências nas investigações e na produção de provas. Também foi levado em conta o fato de o investigado ter mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio e associação criminosa.
Entre os casos atribuídos ao bicheiro está o assassinato do inspetor penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, de 35 anos, morto a tiros em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Também é imputada a ele a morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, executado em plena luz do dia, em fevereiro de 2024, no Centro do Rio, próximo ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Adilsinho e o espaço está aberto para eventuais manifestações
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