Movimentação no terminal BRT Pedro Fernandes, em Irajá, Zona Norte, nesta sexta-feira (8)Érica Martin / Agência O Dia

Rio – A integração de ônibus intermunicipais vindos de Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com o Terminal Metropolitano de BRT Pedro Fernandes - também conhecido como Margaridas -, em Irajá, na Zona Norte, completa uma semana nesta sexta-feira (8) sob um olhar positivo dos cariocas. O DIA esteve na área de desembarque e ouviu usuários do serviço.
A conexão entre os intermunicipais e os articulados permite que a parcela de cerca de 60% dos moradores da Baixada que trabalham no Rio se desloquem para diferentes pontos da capital fluminense, inclusive usando o Terminal Gentileza e VLT, por menos tempo e dinheiro.
Para a assistente administrativa Isabela Lima, 27, que tinha como destino a Praça da Bandeira, o trajeto encurtado com a nova linha já é um benefício: "Eu moro em Coelho da Rocha [São João de Meriti], peguei o 674 e vim rápido, até porque nessa hora o trânsito já está bem congestionado. Eu praticamente 'ganhei’ mais 30 minutos usando esse ônibus, o que já é bastante coisa. Sobra tempo, qualquer meia hora para a gente é boa”.
"A única melhoria que eu diria é que ponham mais carros na rua, né? Beneficiar mais gente", concluiu Isabela, com o cartão Jaé em mãos. 
Já Geraldo Werneck, de 67 anos, comentou que aproveita a aposentadoria para passear e que a integração trouxe rapidez e novas opções de lazer: "Eu vim do Éden [bairro de Meriti], moro lá. O ônibus é ótimo, geladinho, cheguei em 20 minutos. Daqui eu posso escolher para onde vou, né? Agora é só passear", disse com bom humor.

Mãe de três filhas pequenas, a estudante de Meteorologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lais Muniz, de 25 anos, afirmou que a nova linha vinda de Meriti trouxe maior qualidade de vida e mais tempo de curtir com a família: "Facilitou muita coisa! Antes eu fazia o trajeto de Vilar para cá em duas horas, agora faço em uma hora e meia. No Fundão, eu pego 8h, mas sempre chegava depois das 9h, e passei a chegar no horário. E além do tempo, também economizo meu dinheiro, porque pago somente R$ 6,70, e antes, quase R$ 14. Agora é mais fácil pra voltar para casa, né? Sobra mais tempo para passar com minhas bebês”. 
Estreando o serviço, a empresária Beth Rogério, de 57 anos, aproveitou para fazer o cartão que confere gratuidade por um intervalo de 20h:"Ajudou muito essa implementação. Hoje foi a primeira vez que eu peguei, lá em Coelho da Rocha, estou experimentando, mas já gostei. Agora eu vou pegar o BRT para chegar no Centro do Rio. Eu achei muito rápido, uns 20 minutinhos, com ar-condicionado. E agora eu vou ver essa questão da gratuidade, do BUM, né?"
O Bilhete Único Margaridas (BUM) - disponível por meio do Jaé na versão preta ou digital, com CPF vinculado - é uma nova alternativa de integração tarifária para quem sai da Baixada Fluminense, chega ao Margaridas e ruma ao Gentileza antes de seguir para o seu destino.
Com ele, o passageiro paga R$ 5 e pode realizar até quatro viagens partindo do Gentileza - duas de ida e duas de volta, entre VLT e ônibus municipais participantes -, dentro de um período de 20h. Contudo, essa janela de tempo só é permitida desembarcando no próprio Gentileza, que leva de volta ao Margaridas. Ou seja, quem faz parada antes precisa pagar passagem novamente.
Assim, para ir e voltar da Baixada, o usuário gasta um total de R$ 18,40 por dia: R$ 6,70 no ônibus intermunicipal de ida (com RioCard); em seguida, R$ 5 do BUM (com o Jaé); e por fim, mais R$ 6,70 no intermunicipal de volta (com RioCard). Já o setor da gratuidade está disponível no lado direito das catracas, dentro do terminal de Irajá.
*Reportagem da estagiária Ágatha Araújo, sob supervisão de Luiz Maurício Monteiro