Hospital Alberto Torres registra aumento de 30% no atendimento a vítimas de acidentes de trânsitoDivulgação/HEAT
Outro acidente foi registrado também no domingo, de manhã, na Alameda São Boaventura, no bairro Fonseca, em Niterói, no sentido São Gonçalo. Uma motocicleta atropelou um pedestre e duas pessoas ficaram feridas levemente.
Diante do crescimento do número de ocorrências na emergência, o HEAT aderiu à mobilização do Maio Amarelo, campanha que tem como objetivo chamar a atenção sobre o respeito e a responsabilidade no trânsito. A intenção do movimento internacional, que está no oitavo ano, é conscientizar para a redução de acidentes.
"Temos que frear esses números. São acidentes que podem ser evitados. Diariamente homens, mulheres, jovens, idosos e crianças entram nas emergências com diversas contusões, lesões ou ferimentos em várias partes do corpo. São pacientes que demandam cuidados especializados, além de exames de imagens e intervenções cirúrgicas. Muitos saem bem, mas outros ficam com graves sequelas, ou nem sobrevivem", explica o médico Marcelo Pessoa, coordenador do Centro de Trauma do HEAT.
O coordenador ressalta que o simples respeito às principais regras de trânsito, como não utilizar o celular, não fazer ultrapassagem perigosa e não misturar álcool e direção, ajudariam a diminuir significativamente o número de ocorrências. "Os acidentes de trânsito são a quarta causa de mortes no país", lamenta.
O alto índice de acidentes de trânsito, além de lotar as emergências e as enfermarias, também impacta diretamente no banco de sangue do hospital. Somente no ano passado, foram necessárias mais de 10 mil bolsas de sangue para suprir a necessidade de transfusão no atendimento aos pacientes. Esse quadro se agrava ainda mais durante os feriados prolongados e finais de semana.
O crescimento de casos de acidente de trânsito também gera crescimento no número de atendimentos no ambulatório de pós-operatório. No ano passado foram cerca de três mil consultas e procedimentos, nos quatro primeiros meses. Em 2025, de janeiro a abril, o número saltou para cerca de cinco mil. A maioria dos atendimentos é para ortopedia e neurocirurgia.

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