Zuenir Ventura (à direita) com o cineasta Zelito Viana, que dirigiu o documentário 'Mestre Zu'Reprodução / Facebook
Grátis! Academia Brasileira de Letras exibe documentário sobre trajetória de Zuenir Ventura
Autor do clássico '1968: o Ano Que Não Terminou', jornalista completa 95 anos em junho
Rio - A Academia Brasileira de Letras vai exibir nesta quinta-feira (21), às 17h30, o documentário "Mestre Zu", de Zelito Viana, que conta a trajetória do jornalista e escritor Zuenir Ventura, membro da ABL desde 2015. A entrada é franca.
No filme, a vida do intelectual é revisitada a partir da ótica de amigos, que se reúnem para lembrar histórias do autor de “1968: o Ano Que Não Terminou” e “Cidade Partida”.
Da ditadura militar à contracultura nos anos 1960 e 1970, passando pela redemocratização, por chacinas que marcaram o Rio nos anos 1990 e pelo assassinato de Chico Mendes em 1998, a obra traça um panorama pessoal de Zuenir e mostra, ainda, a relação da família com Nova Friburgo, na Região Serrana.
Trajetória
Estudioso, Zuenir cresceu sem livros nem jornais em casa. Concluiu o primário numa escola de padres. Pensou em entrar no seminário, até começar a trabalhar com o pai, pintor de paredes, aos 11 anos. Anos depois, foi contínuo de banco, faxineiro de bar e balconista.
Na faculdade, trabalhou como arquivista noturno na "Tribuna de Imprensa". Em 1956, o futuro governador da Guanabara procurou alguém para escrever um artigo sobre o escritor francês Albert Camus. Como o autor era seu ídolo, Zuenir se candidatou. Com o sucesso do artigo, surgiu a lenda de que o contínuo do arquivo era um gênio.
O convite para trabalhar na redação da "Tribuna" veio em seguida. Depois, Zuenir teve passagens por veículos como o "Correio da Manhã" e as revistas "Fatos & Fotos", "O Cruzeiro", "Visão", "Veja" e "IstoÉ", além do "Jornal do Brasil" e jornal "O Globo". Recluso nos últimos anos por conta de problemas de saúde, o jornalista completará 95 anos no dia 1º de junho.
A ABL fica na Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo.
