Edenison Luiz Moura de Melo foi preso quando se preparava para assistir o jogo do FlamengoReprodução

Rio - A Polícia Civil prendeu, na noite desta quarta-feira (20), um homem apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) no Rio Grande do Norte. Edenison Luiz Moura de Melo, o Xorão, foi localizado no estádio do Maracanã, na Zona Norte, quando se preparava para assistir à partida entre o Flamengo e o Estudiantes, pela Libertadores da América, que terminou com vitória rubro-negra.
De acordo com investigações, Xorão exercia papel estratégico dentro da facção, atuando como elo entre traficantes de comunidades dominadas pelo grupo no Rio, como a Rocinha, na Zona Sul, e Complexo do Alemão, na Zona Norte, e criminosos do estado nordestino, viabilizando circulação de armas de fogo, drogas e ordens entre os estados. Ele alternava seu esconderijo por comunidades cariocas.
Considerado o segundo homem na hierarquia do CV no Rio Grande do Norte, Edenison era acompanhado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) havia dias.
Com base em levantamentos de inteligência, os agentes identificaram que Xorão estaria no Maracanã para acompanhar o jogo do Flamengo, seu time do coração. A equipe o abordou no momento em que o homem entrava no estádio, pouco antes do início da partida, impedindo possibilidades de fuga.
Edenison é considerado um criminoso de alta periculosidade. Ele utilizava as redes sociais para ostentar sua rotina de luxo, exibindo joias, festas e armas. Contra o homem, foi cumprido um mandado de prisão por tráfico de drogas. Xorão também é investigado por associação para o tráfico, homicídio e organização criminosa.

A prisão aconteceu com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Outra liderança
Jackson Matheus da Silva Moreira, conhecido como Professor, estava escondido na cidade após fugir de uma ação policial no Rio Grande do Norte seis meses antes. Segundo as investigações, ele tinha função estratégica dentro do Comando Vermelho e era apontado como um dos responsáveis pelo braço armado utilizado nas invasões de territórios dominados pelo Sindicato do Crime, grupo rival da facção no Nordeste. A disputa desencadeou uma intensa guerra entre facções no estado, marcada por homicídios, ataques armados, execuções e confrontos violentos pelo controle do tráfico de drogas.
Contra Professor, havia mandados de prisão relacionados à prática de organização criminosa armada, além de diversas passagens por tráfico, receptação, roubo e posse de entorpecentes.