Rio - O Instituto Marielle Franco confeccionou pela primeira vez um dos tapetes de Corpus Christi montados no Centro do Rio, em homenagem à vereadora assassinada em 2018. Ao DIA, a mãe da parlamentar, Marinete da Silva, afirmou que o convite partiu da Arquidiocese do Rio e destacou que a iniciativa simboliza fé e esperança em meio aos dias de luta.
"O dia de hoje representa tudo para a gente enquanto católico. A gente traz o Instituto Marielle Franco para esse lugar a convite do cardeal e da Arquidiocese. É a primeira vez, após a morte da minha filha, que chegamos para confeccionar um tapete, trazendo a Marielle, trazendo o Instituto Marielle Franco. Então, é muito significativo", explicou.
Marinete também relembrou a história da filha na igreja e comentou sobre a importância da fé. ""Marielle foi catequista por muitos anos. Foram 10 anos dedicados à catequese, e ela também foi coordenadora da Crisma. A gente traz essa fé das minhas avós, lá da Paraíba, e, chegando aqui, deu continuidade a essa fé que nos move. Hoje é um dia super importante pra gente", afirmou.
A mãe da parlamentar ainda destacou a esperança em meio a dor pela morte da filha. "É muito bom você estar nesse lugar sendo movido pela tua fé, acreditamos que as coisas mudaram, mas a gente não muda a nossa esperança, a nossa perspectiva de vida, de dignidade, como uma família. A gente vem desse lugar de muita dor, mas também de muita esperança, a gente transformou essa dor em uma luta constante. É muito significativo estar aqui com a minha outra filha e com as minhas netas", frisou.
Os tapetes foram expostos na Avenida República do Chile. Nesta quinta (4), quem passava pelo local encontrou 300 metros de desenhos coloridos e símbolos religiosos que transformaram a região em um grande cenário de fé e devoção. A programação contou ainda com missa, procissão e o Auto de Corpus Christi, espetáculo gratuito que será apresentado no fim da tarde.
Morte de Marielle Franco
Marielle Franco (Psol) foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, no Estácio, Zona Norte do Rio. Ela voltava de carro para a sua casa, no bairro da Tijuca, depois de participar de uma reunião com mulheres negras na Lapa. A vereadora tinha 38 anos e estava acompanhada pelo motorista Anderson Gomes, de 39, e pela assessora parlamentar Fernanda Chaves, de 43.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.