Segundo a PF, as duas ânforas são confeccionadas em madeira entalhada e douradaDivulgação/PF
PF devolve peças históricas à Igreja de Santa Luzia após investigação
Ânforas sacras pertencentes ao acervo da igreja tombada pelo Iphan foram recuperadas e entregues à instituição religiosa
Rio - A Polícia Federal devolveu, nesta quarta-feira (10), duas ânforas sacras que pertencem ao acervo histórico da tradicional Igreja da Irmandade da Virgem e Mártir Santa Luzia, no Centro. As peças foram recuperadas após uma investigação conduzida pela corporação com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
As apurações começaram depois que o Iphan informou à Polícia Federal sobre a possível localização de bens pertencentes ao patrimônio histórico e cultural da igreja. A partir das informações, agentes da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico realizaram diligências que resultaram na localização e apreensão dos objetos.
Segundo a PF, as duas ânforas são confeccionadas em madeira entalhada e dourada e apresentam características compatíveis com peças que integravam o conjunto ornamental dos retábulos da igreja. A análise pericial confirmou que os objetos pertencem ao acervo histórico, artístico e cultural da instituição religiosa.
Durante o inquérito, os investigadores realizaram procedimentos para identificar a origem das peças, formalizar as apreensões e garantir a devolução ao representante legal da igreja. Após a conclusão das análises e dos trâmites legais, os bens foram oficialmente restituídos. A PF no entanto não informou onde os objetos foram encontrados e se foram efetuadas prisões por conta disso.
Em nota, a Polícia Federal destacou que a devolução reforça o compromisso da instituição com a proteção do patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso brasileiro, além da recuperação de bens considerados importantes para a preservação da memória nacional.
A Igreja de Santa Luzia é um dos templos mais antigos e tradicionais da cidade do Rio de Janeiro. O imóvel é tombado pelo Iphan desde 1938, proteção que também se estende ao seu acervo de bens móveis, incluindo peças históricas e religiosas de valor cultural.

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