Borboleta-asa-de-vidro é registrada no Parque Estadual da Serra da Tiririca do Inea, em Niterói Inea/Ronaldo Costa

Rio - Uma borboleta-asa-de-vidro (Ithomia drymo) foi vista pelo guarda-parque do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Ronaldo Costa, durante monitoramento da trilha para Itaocaia do Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, na Região Metropolitana. O registro, que aconteceu no último dia 3, chamou a atenção, pois trata-se de uma espécie difícil de ser notada devido a sua camuflagem natural.
As asas, quase que totalmente transparentes, permite-lhe ficar imperceptível no ambiente de floresta, dificultando a ação de seus predadores. Além da camuflagem, as lagartas dessa espécie costumam se alimentar de plantas tóxicas (como as do gênero Cestrum), acumulando substâncias químicas que as tornam "menos saborosas" para aves e outros predadores.

As borboletas-asas-de-vidro são bioindicadoras ambientais muito eficientes, em comparação a outras borboletas. Isso porque, essas espécies são dependentes de um micro clima muito específico, que são as florestas úmidas e densas, por isso só podem ser encontradas em ambientes preservados.