Operação Fake Tim Chip cumpriu mandado de prisão contra mulher acusada de criar falsas denúncias e perseguir desafetosDivulgação PCRJ
De acordo com as investigações, Aline utilizava chips de telefone cadastrados em nome de terceiros para criar contas de WhatsApp e se passar por outras pessoas. A partir desses perfis, enviava mensagens para si mesma ou para terceiros, simulando ameaças e ofensas.
Em seguida, procurava delegacias para registrar ocorrências e apontar falsamente as vítimas como autoras dos crimes. Segundo a Polícia Civil, mais de 20 registros de ocorrência em diferentes unidades policiais foram identificados tendo a investigada como suposta vítima.
Motivação seria vingança pessoal
A O DIA, a delegada Camila Meirelles Pegorim explicou que o esquema teria começado após o término de um relacionamento. A partir daí, a suspeita passou a utilizar o mesmo método para atingir pessoas ligadas ao ex-companheiro.
"Ela, por ter terminado com o ex-companheiro e por sentir raiva dele, começou a cometer os crimes. Cadastrava chips com o nome e os dados de outras pessoas, se passava por elas no WhatsApp e enviava mensagens para o próprio número. Depois, comparecia à delegacia para registrar ocorrências de ameaça, perseguição, calúnia e injúria. Mas era tudo ela, praticando denunciação caluniosa", contou a delegada.
Em um dos casos, ela chegou a registrar diversas ocorrências contra o advogado do ex-companheiro e solicitou medidas protetivas com base em acusações que, de acordo com a Polícia Civil, eram falsas.
A delegada também destacou que a repetição do mesmo padrão foi fundamental para a descoberta do esquema. "Conseguimos identificar o padrão de atuação e, por meio das técnicas de investigação, descobrir que os crimes eram praticados pela própria investigada", afirmou.
Prisão em Nilópolis
Segundo a corporação, equipes localizaram Aline em um imóvel em Nilópolis. Os agentes informaram que ela se recusou a abrir a porta, sendo necessário o ingresso no local para o cumprimento da ordem judicial.
Após a prisão, a investigada foi levada para a sede da DRCI, onde os procedimentos foram formalizados antes de seu encaminhamento ao sistema prisional.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a extensão dos prejuízos causados às vítimas e à administração da Justiça. A defesa de Aline da Conceição da Silva Santos não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

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