Juliana Marins morreu após cair em trilha na IndonésiaReprodução/Redes Sociais

Rio - Ao completar um ano da morte de Juliana Marins, de 26 anos, em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, o pai da jovem relembrou a tragédia e prestou uma homenagem à filha nas redes sociais. O acidente voltou a gerar repercussão após o caso da turista mineira Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, que foi lançada sem corda de uma ponte durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo.

Na publicação, Manoel Marins fez reflexões sobre o luto e comentou que a data marca o pior acontecimento da vida da família.
"Neste mês completa um ano do pior acontecimento das nossas vidas. Confesso que minha mente, numa atitude de autoproteção, tinha desligado o interruptor dessa memória. Até que foi despertada pela mensagem de um amigo, perguntando como eu estava. Naquele momento, as memórias voltaram e me assombraram como um fantasma. Certamente, eu preferia não lembrar, ao menos por enquanto. Seria bom se eu despertasse para esse fato somente no (des)aniversário do dia fatídico", disse.

Manoel descreveu Juliana como uma grande incentivadora de aventuras e friou que segue buscando forças para seguir a vida.

"Ainda há muito que andar, muito que aprender e muito que aprontar por aí. Por isso, teimosamente, sigo tendo “fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será”(Gonzaguinha). Só assim estarei honrando a memória da maior incentivadora das minhas aventuras. Que o Eterno nos dê uma ótima semana", afirmou.
Relembre o caso
Juliana fazia um "mochião" quando caiu de uma trilha no Monte Rinjani, Indonésia. Na ocaisão, ela foi localizada por turistas espanhóis, que passaram a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostravam a publicitária sentada em uma área inclinada, com dificuldade de se levantar e retornar.

Segundo o Parque Nacional do Monte Rinjani, as condições climáticas impediram o uso de helicóptero para o resgate imediato, porém sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontrava dias depois. No entanto, eles tiveram que montar um acampamento no local ao anoitecer. No dia 24 de junho, as autoridades confirmaram a morte dela.