Exposição ’Eu Prefiro Ser’, que homenageia Ney Matogrosso, estreia no Rio com obras inéditasDivulgação
Com curadoria de Bernardo Mosqueira, Matheus Morani e Pablo León de la Barra, a exposição retrata a vida e a obra do cantor e compositor, ressaltando o impacto de seu comportamento libertário e inspirador nas lutas contra a normatividade, o autoritarismo e o desrespeito à natureza.
"Eu Prefiro Ser" também busca refletir a influência de Ney no imaginário cultural do país desde os anos 1970, evidenciando como a trajetória do ícone da música segue inspirando artistas de diferentes gerações e linguagens.
"Ela trata da força inspiradora do trabalho do Ney e do impacto da obra dele na cultura brasileira. Não é uma exposição cronológica ou biográfica, não vamos contar linearmente a história de vida e da carreira do artista. Nos últimos anos, tivemos livros, documentários, filmes, até enredos de escola de samba que já cumpriram essa missão. O que essa mostra faz é propor uma imersão experimental nesses mais de 50 anos de criação, pensando sobretudo no impacto dele na nossa sociedade e na cultura visual brasileira", explica Bernardo Mosqueira, diretor artístico do Solar.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, o dono das canções "Poema", "Sangue Latino", "Rosa de Hiroshima" e mais hits construiu uma obra singular, marcada pela recusa às classificações, pela invenção constante de si mesmo e pela defesa radical da liberdade. Ele se tornou uma figura fundamental para as gerações seguintes de artistas, expandindo as possibilidades de expressão do corpo, da sexualidade, da arte e da própria experiência humana.
"O Ney sempre inspirou comportamentos não hegemônicos. É uma figura que questionou as normas de gênero, de sexualidade, de comportamento, da própria musica brasileira", ressalta Mosqueira, que complementa:
A mostra, ainda, coloca em diálogo obras históricas, acervos públicos e privados e produções contemporâneas de mais de quarenta artistas brasileiros e internacionais. Os trabalhos reunidos no projeto abordam temas que atravessam a trajetória de Ney, como transformação, desejo, natureza, dissidência, coletividade e imaginação.
Um dos destaques da exposição é o conjunto de obras inéditas comissionadas especialmente para o projeto. Entre elas está uma instalação em larga escala desenvolvida pelo coletivo assume vivid astro focus (AVAF), apresentando Ney em um palimpsesto - espécie de pergaminho ou papiro antigo - de várias fases de sua trajetória. Ney vai completar 85 anos em 1º de agosto, quando a exposição ainda estará em cartaz.
A exposição convida o público a uma imersão na beleza da estranheza, na atitude punk e glamourosa, além da potência transformadora que atravessam a obra do artista. "Essa vai ser uma exposição bem vibrante. A trajetória criativa do Ney é uma poderosa lição sobre liberdade, metamorfose, a força da estranheza e a necessidade de defender formas não normativas de existir e se expressar", diz o diretor.
Período: 20 de junho a 17 de outubro de 2026
Quarta-feira a sábado, das 10h às 18h
Local: Solar – Mercado Central
Endereço: Rua do Senado, 48 – Centro, Rio de Janeiro
Ingressos: Grátis







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