Em nota enviada ao DIA na tarde deste domingo (21), o Colégio M3 informou que desligou o funcionário na última sexta-feira (19), após o recebimento das denúncias. A unidade Alcântara, onde o homem dava aulas, destacou que permanece integralmente à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A instituição ressaltou que tomou conhecimento da situação depois de informações apresentadas por famílias de estudantes e devido à presença de policiais militares nas dependências da escola, localizada na Rua Nair Andrade.
"Todas as providências adotadas tiveram como prioridade a proteção dos estudantes, o acolhimento das famílias e a preservação da segurança e da tranquilidade da comunidade escolar", diz o texto.
De acordo com o colégio, as medidas implementadas envolveram: comunicação transparente com os responsáveis; ampliação dos espaços de escuta e diálogo com estudantes e familiares; e adoção das providências administrativas consideradas necessárias diante da gravidade da situação, sempre com observância dos deveres de proteção integral assegurados a crianças e adolescentes.
A escola ainda reforçou o compromisso permanente com a manutenção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e respeitoso para todos os estudantes, colaboradores e famílias que integram sua comunidade educativa.
Relembre o caso
Na última quinta-feira (18), agentes da Operação Segurança Presente receberam acionamento para verificar uma ocorrência de estupro na Rua Nair Andrade. No local, as equipes encontraram o professor cercado por populares.
Depois da estabilização da área, os policiais conduziram o suspeito à 74ª DP (Alcântara) para as medidas cabíveis.
Ao DIA, o delegado Marcello Maia contou que o professor confessou os crimes, mas não ficou detido por não ter ocorrido flagrante.
O caso foi transferido à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo. Agentes apreenderam o celular do suspeito para perícia.
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