Polícia Civil encontrou condições insalubres na instituição Reprodução/ Redes Sociais
Segundo agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti), o imóvel apresentava condições precárias, como infiltrações, umidade, fiação exposta, ausência de alimentos e medicamentos, além da falta de equipe técnica. O estabelecimento não possuía alvará e, conforme a fiscalização, os abrigados não haviam recebido sequer o café da manhã até o início da vistoria. O local já era reincidente em irregularidades.
O delegado Mário Luiz da Silva explicou ao jornal O DIA que a autuação ocorreu em razão das condições precárias do estabelecimento.
"Ela não foi presa por violência contra os idosos. Ela era administradora de uma ILPI irregular, onde foram encontrados, pela perícia da Vigilância Sanitária, elementos que determinaram que os idosos eram expostos a riscos. Então, ela foi autuada por expor a risco a saúde física ou psicológica da pessoa idosa e por não ter autorização para funcionar como ILPI", afirmou.
O local sofrerá interdição total, e os idosos serão encaminhados para instituições legalizadas ou entregues aos familiares, após avaliação médica.
Além do caso em Campo Grande, a Polícia Civil realizou fiscalizações em outras instituições em Niterói, Duque de Caxias e Belford Roxo. A Polícia Militar também participou da mobilização com palestras educativas e visitas domiciliares por meio da Patrulha 60+, que já realizou quase 5 mil ações preventivas neste ano no estado.
A ação integra uma operação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, dentro de uma mobilização nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para combater a violência contra a pessoa idosa. A operação na Zona Oeste contou com o apoio da Vigilância Sanitária e da Comissão de Defesa da Pessoa Idosa da Câmara Municipal do Rio.

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