Alexandre Muniz dos Santos Noronha foi encontrado em Ubatuba, cidade de São PauloReprodução
Suspeito de executar padrasto com tiros na cabeça em Cosmos é preso
Alexandre Muniz dos Santos Noronha se entregou na delegacia de Ubatuba, cidade de São Paulo
Rio - A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (7), um suspeito de assassinar a tiros o próprio padrasto, em Cosmos, na Zona Oeste. Segundo as investigações, Alexandre Muniz dos Santos Noronha atirou três vezes na cabeça do comerciante André Manoel Fraga, de 47 anos.
O crime ocorreu no último domingo (5), na residência da vítima. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apurou que a motivação seria retaliação familiar. Alexandre alegava que o padrasto teria estuprado sua irmã - também enteada de André - anos atrás, quando ela ainda era adolescente.
A família da vítima nega estupro e diz que a alegação seria uma tentativa de difamar o comerciante. Ao DIA, Márcio Alyson Xavier, de 35 anos, sobrinho de André, afirmou que a acusação é uma maneira de justificar o assassinato.
"Isso é uma tentativa de difamação. Para defender o filho, a mãe está inventando isso no bairro em que eles residem para que essa informação viralize e o meu tio, depois de falecido, saia como estuprador. A irmã dele é uma mulher que, hoje, já está beirando seus 40 anos. Como que uma coisa na adolescência, na juventude da menina, não tem um corpo de delito, não tem boletim de ocorrência, não tem uma queixa contra o meu tio? Pelo contrário, a motivação desse crime foi ganância", destacou.
O familiar ressaltou que o tio andava pelas ruas do bairro tranquilamente, conversando com vizinhos, sem ninguém o acusar de abuso.
"Como que um estuprador, que é o que eles falam, anda na rua assim e ninguém faz nada? Isso não existe. Ele supostamente estupra a filha dela há 15 ou 20 anos atrás e isso vem à tona, agora, para justificar que o Alexandre foi preso. Se ele fosse realmente estuprador, isso viria à tona assim que ele cometesse o ato. Ela ia na delegacia, dava queixa, fazia o que tinha que ser feito para que ele fosse preso e pagasse pelo o que cometeu. Não agora, 20 anos depois, para justificar o assassinato", completou.
De acordo com Márcio, André era o alicerce da família. "Meu tio representava a base da família. Tudo que tinha, ele estava junto. Ele que ia de frente e organizava. Muitas vezes, via alguém passando por apertos, por necessidades, e agitava uma cesta básica. Uma pessoa ímpar, de um coração enorme. Por isso está gerando uma indignação. Espero que a justiça seja feita e que o Alexandre pague pelo que fez", contou.
Após a execução, o suspeito fugiu do Estado do Rio. Policiais de São Paulo e do Rio realizaram cerco em vias que dividem os estados. Com as buscas se intensificando, o homem resolveu se entregar e confessou os fatos na delegacia de Ubatuba, cidade de São Paulo.
Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão temporária expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca do Rio, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ).
André será enterrado, na tarde desta quarta-feira (8), no Cemitério de Santa Cruz, na Zona Oeste.






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