Ex-deputado estadual Geraldo Moreira foi condenado pelo homicídio de Carlos Alberto Peres MirandaReprodução/Redes sociais
Justiça mantém condenação de ex-deputado por morte de médico no Rio
Segundo os autos, Geraldo Moreira acreditava que a vítima exercia influência para que a ex-mulher não aceitasse a partilha de bens
Rio - A Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta sexta-feira (10), a condenação do ex-deputado estadual Geraldo Moreira da Silva a 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado, imposta pelo III Tribunal do Júri da Capital em junho de 2025, pelo homicídio qualificado do médico Carlos Alberto Peres Miranda. Na época do crime, a vítima era namorado da ex-mulher do condenado, Leila Mayworm Costa.
A decisão por manter a condenação foi tomada após a desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, 2ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), entender que a decisão da 8ª Câmara Criminal está de acordo com o entendimento dos tribunais superiores. Ela também considerou que os recursos apresentados pela defesa do ex-deputado estadual exigiriam uma nova análise das provas do processo, o que não cabe nesse tipo de recurso.
Relembre o caso
De acordo com os autos, o ex-parlamentar acreditava que a vítima, namorado de sua ex-mulher, Leila Mayworm Costa, exercia influência para que ela não aceitasse a partilha de bens do ex-casal. O homicídio aconteceu em 14 de março de 2008, na Rua Andrade Neves, na Tijuca, Zona Norte do Rio.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Geraldo determinou ao policial militar Marcelo Brasil Gonçalves que contratasse os executores Leandro Rosa da Silva e Ulisses Matheus Costa. Ailton Silva Diniz e Ivan Luiz Bayer também participaram da empreitada criminosa, atuando no planejamento, no fornecimento da arma e na intermediação da contratação dos assassinos.

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